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AVALIAÇÃO – VW Tera 1.0 TSI manual, um SUV de entrada que faz muito sentido

Confira a avaliação do VW Tera 1.0 TSI AT, produzida pelo jornalista Ernesto Zanon

O Volkswagen Tera chegou ao mercado brasileiro com a difícil missão de ser o SUV mais acessível da marca — um papel estratégico para conquistar consumidores que desejam migrar para o universo dos utilitários esportivos, mas não querem pagar valores elevados. A tática vem dando certo, tanto que menos de um ano após ser lançado, já desponta como destaque em vendas.


Desta vez, o Carro Express avaliou a versão 1.0 TSI MT, com câmbio manual (sim, eles ainda existem) se destaca como a mais racional: só não é mais barata que a opção MPI aspirada, mas entrega um pacote muito mais interessante, com motor turbo, mais desempenho e uma lista de equipamentos de respeito, mantendo o preço em um patamar competitivo.


Enquanto a versão MPI existe puramente para oferecer o menor preço possível, o Tera 1.0 TSI MT é o ponto onde o modelo realmente começa a brilhar. O motor 1.0 turbo de três cilindros disponibiliza até 116 cv de potência e 16,8 kgfm de torque, entregues cedo, na casa dos 1.700 rpm. Esse comportamento garante arrancadas vivas, retomadas convincentes e uma sensação de leveza que surpreende, principalmente para quem está saindo de hatches 1.0 aspirados.


E o câmbio manual de cinco marchas — que pode soar um tanto antiquado em um mercado dominado por automáticos — é justamente o que torna o conjunto ainda mais coerente. A transmissão extrai o melhor do pequeno motor turbo e ajuda a manter o Tera TSI como uma opção econômica, esperta e acessível. É o casamento ideal entre eficiência e custo-benefício.


O Tera utiliza a plataforma MQB A0, a mesma de Polo e Nivus, garantindo um comportamento dinâmico sólido, direção precisa e uma suspensão que equilibra bem conforto e estabilidade. Na cidade, ele é ágil e fácil de manobrar; na estrada, mostra agilidade, mesmo quando exige acelerações mais prolongadas. O motor TSI, um velho conhecido, responde rápido. Já o câmbio manual, que a gente até se desascostumou, permite explorar o torque da melhor forma.


Para quem quer entrar no segmento SUV mas não abre mão de dirigir com mais envolvimento — ou simplesmente prefere evitar os custos maiores dos automáticos — o Tera TSI manual é uma escolha sensata.

Equipamentos: muito conteúdo para um SUV de entrada

Apesar de ser uma das versões mais baratas da linha, o Tera 1.0 TSI MT entrega um pacote de equipamentos que impressiona. Vem com seis airbags; controle eletrônico de estabilidade e tração; assistente de frenagem autônoma (AEB); detector de fadiga; faróis e lanternas full LED; painel digital de 8″; central multimídia VW Play de 10,1″; rodas de 16″ e até câmera de ré (opcional indisponível na versão avaliada.


É um conteúdo difícil de encontrar em outros SUVs compactos da faixa dos R$ 110 a R$ 120 mil, faixa em que se encontra o Tera TSI MT, que não deixa nada a desejar no essencial: é moderna, completa e alinhada às necessidades do público que busca segurança e tecnologia sem exageros.

Com 2.566 mm de entre-eixos e porta malas por volta dos 350 litros, o Tera oferece espaço amplo o suficiente para famílias pequenas e usabilidade versátil para o dia a dia urbano. Não é o maior SUV do segmento, mas compensa com boa ergonomia e um interior funcional.


O Volkswagen Tera 1.0 TSI MT não tenta competir com SUVs maiores ou mais sofisticados. Ele sabe exatamente quem é: um SUV compacto, urbano, acessível e equipado na medida. Para quem procura desempenho honesto, boa lista de equipamentos, motor turbo e preço competitivo, é difícil encontrar uma opção tão coerente na categoria.

Se o objetivo é entrar no universo SUV com segurança, desempenho e economia, sem gastar demais, o Tera TSI manual tem argumentos de sobra para ser uma das escolhas mais racionais do mercado.