O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição ligada ao ex-controlador do Banco Master, Augusto Lima. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (18).
Com a medida, o Banco Pleno deixa de operar normalmente e passa a ter sua administração assumida por um liquidante nomeado pelo Banco Central, responsável por conduzir o processo de encerramento das atividades e pagamento de credores, conforme a legislação vigente.
O que é a liquidação extrajudicial
A liquidação extrajudicial é um instrumento utilizado pelo Banco Central quando identifica irregularidades ou inviabilidade financeira que comprometam o funcionamento da instituição. Nesse regime, a instituição perde a autonomia administrativa e passa por um processo formal de apuração de ativos e passivos.
O objetivo é proteger o sistema financeiro e os interesses de clientes e credores.
Contexto da decisão
O Banco Pleno era controlado por Augusto Lima, que já esteve à frente do Banco Master. A medida do Banco Central ocorre em meio a investigações e análises regulatórias envolvendo a estrutura da instituição.
Segundo informações publicadas pelo UOL, a autarquia apontou problemas que justificaram a intervenção e posterior liquidação.
Impacto para clientes
Com a liquidação, operações da instituição ficam suspensas e os clientes passam a seguir as orientações do liquidante nomeado. Em casos que envolvem depósitos garantidos, pode haver acionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conforme as regras do sistema financeiro nacional.
O Banco Central ainda deve divulgar detalhes operacionais sobre o andamento do processo nos próximos dias.


