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Basquete brasileiro tem “decisão fora da quadra” em reunião por vagas no Rio-2016

O basquete brasileiro terá neste sábado, a partir das 11 horas (de Brasília), a sua primeira decisão em Toronto – mas fora de quadra. As diretorias da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e do Comitê Olímpico do Brasil (COB) irão se reunir com o comitê executivo da Federação Internacional de Basquete (Fiba) em busca de um acordo que garanta a presença do País na modalidade nos Jogos Olímpicos do próximo ano, no Rio. Por ser país-sede, o Brasil tinha as suas vagas garantidas, mas uma dívida passou a ameaçar esta condição.

O impasse se prolonga já há alguns meses e, apesar de não haver uma confirmação oficial, tem um preço: US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,18 milhões). Esse seria o valor do “convite” que a CBB ganhou da Fiba para que a seleção masculina disputasse o Mundial do ano passado, na Espanha. O convite se fez necessário porque o time não se classificou dentro de quadra.

O valor acabou não sendo pago e no mês passado a CBB enviou uma proposta de parcelamento de seu débito que só terminaria em 2019. A Fiba se mostrou irredutível e estabeleceu o prazo de 31 de julho para que a conta seja paga. Caso isso não aconteça, garantiu que irá tirar as vagas diretas do Brasil na Olimpíada.

A última tentativa de acordo acontecerá na reunião deste sábado, em Toronto. “Eu estou bem otimista e acho que vai dar tudo certo”, disse nesta sexta-feira Carlos Nunes, presidente da CBB, à reportagem. “Acredito que vamos definir já amanhã (sábado). Vamos sentar e ver o que eles querem. Tem muito diz que me diz nessa história toda”.

Nos bastidores, comenta-se que o montante devido já foi levantado. Ele viria da Nike, patrocinadora do COB. Certo, porém, é que a CBB não receberá ajuda do governo para quitar a sua dívida. “Entendemos que é um problema da CBB. O que esteve dentro do nosso alcance nós conseguimos fazer com a mobilização. Eles perderam o patrocínio da Eletrobrás e tentamos recentemente que outras empresas pudessem fazer isso”, declarou na semana passada o ministro do Esporte, George Hilton.

JOGOS – Apesar de garantir que está focada na disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, a equipe feminina do Brasil não consegue se manter alheia ao assunto. “A gente fica ansioso. É uma Olimpíada que está em jogo”, disse o técnico da seleção, Luiz Zanon.

“No meu início de projeto, eu planejei de participar de todos os campeonatos com essas meninas. Começamos lá no Sul-Americano, depois fomos para o Mundial, o Pan-Americano, o outro pré-olímpico, Copa América e Olimpíada”, enumerou. “Seria triste ficar de fora porque quebraria esse ciclo de primeiro amadurecimento deste grupo”.

A ala Patty Teixeira, uma das destaques do time nos Jogos Pan-Americanos, disse inicialmente que o time se mantém alheio a essa questão, mas depois deixou escapar a preocupação de ficar de fora da Olimpíada. “Nos deixa nervosas, ainda mais que é no Brasil. Mas se não for por sermos o país sede, vamos disputar o pré-olímpico e buscar essa vaga”.

A pivô Kelly Santos, por sua vez, procurou passar tranquilidade. “A gente quer ser campeã da Copa América. Não importa se é vaga ou não, se vai estar pago ou não. É o nosso objetivo. Se estiver valendo vaga, vai ser mais gostoso ainda”. (colaboraram Marcius Azevedo, de São Paulo, e Nathalia Garcia, de Toronto)

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