Estadão

Bolsas de NY fecham em baixa, com incertezas econômicas e Treasuries

As bolsas de Nova York fecharam em baixa hoje, em meio a incertezas sobre a retomada global, reforçadas pela fraca confiança do consumidor nos Estados Unidos, em dia propenso à volatilidade devido ao chamado quadruple witching, quando opções e futuros de índices e ações vencem simultaneamente. Além disso, os avanços nos rendimentos dos Treasuries e preocupações com o orçamento americano, que incluem um possível redução dos investimentos propostos no país aumentam a cautela. O resultado contribuiu para que os índices tivessem queda na comparação semanal.

O índice Dow Jones fechou com perda de 0,48%, aos 34.584,88 pontos; o S&P 500 caiu 0,91%, para 4.432,99 pontos; e o Nasdaq recuou também 0,91%, aos 15.043,97 pontos. Na semana, houve queda de 0,07%, 0,57% e 0,47%, respectivamente. Foi a segunda semana seguida com perda generalizada para os índices.

Entre os indicadores, o destaque foi o índice de sentimento dos consumidores da Universidade de Michigan, que subiu a 71,0 na preliminar de setembro, abaixo da previsão de 72,0. Para Edward Moya, analista da Oanda, a fraqueza do mercado de ações hoje é em parte devido ao quadruple witching, além do aumento dos rendimentos dos Treasuries, casos de covid-19 subindo em alguns estados americanos e preocupações sobre como a economia reagirá a menos estímulos e um pacote econômico potencialmente menor do que o esperado. Especialmente para o mercado de títulos, o especialista aponta a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) na próxima quarta-feira, que tende a ser decisiva para o futuro da curva de juros.

A clareza sobre o tamanho do próximo pacote econômico entrará em uma fase crucial, aponta Moya. O presidente Joe Biden não conseguiu convencer os democratas conservadores de um orçamento de US$ 3,5 trilhões e as negociações provavelmente levarão a um preço final entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2,0 trilhões. "Alguns traders prestarão muita atenção aos próximos aumentos de impostos e se eles serão retroativos ao início do ano ou se entrarão em vigor em setembro", conclui.

Mais sensíveis aos avanços nos rendimentos, as ações de tecnologia estiveram entre as mais penalizadas. Apple (-1,83%), Amazon (-0,74%) e Alphabet (-1,96%) estiveram entre as quedas mais relevantes. Facebook caiu 2,24%, em dia marcado pelas notícias de inação da empresa diante de atividades criminosas em sua rede social. Outro setor com baixas relevantes foram as farmacêuticas, enquanto seguem as tratativas pelas doses reforço das vacinas contra a covid-19. Moderna (-2,41%), Pfizer (-1,28%) e Johnson & Johnson (-0,26%) recuaram.

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