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Estadão

Bolsas de NY fecham em baixa, com realização de lucros e ajuste de posição

As bolsas de Nova York fecharam em baixa, com realização de lucros e ajuste de portfólios no último pregão de abril. Investidores mantiveram no radar a divulgação de resultados trimestrais corporativos.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,54%, em 33.874,85 pontos, o S&P 500 caiu 0,72%, a 4.181,17 pontos, e o Nasdaq recuou 0,85%, a 13.962,68 pontos. Na comparação mensal, os ganhos foram de 2,71%, 5,24% e 5,40%, respectivamente.

Depois das recentes altas, a Capital Economics não acredita que a recuperação dos mercados de ações continue no ritmo atual, e prevê ganhos menores nos próximos anos.

A consultoria suspeita que o aumento dos <i>valuations</i>, que esteve por trás de muitos dos ganhos nos mercados de ações no ano passado, "agora chegou ao fim". Além disso, "muito otimismo sobre esses ganhos já parece embutido nos preços das ações", aponta, e conclui que "mudanças na política econômica têm o potencial de desacelerar o crescimento dos lucros das empresas listadas".

A perspectiva de maiores impostos corporativos nos EUA e o foco crescente dos reguladores em questões antitruste são duas questões citadas.

As ações de tecnologia tiveram algumas das principais perdas do dia. Facebook (-1,34%) e Alphabet (-1,64%), que controla a Google, recuaram. Já o Twitter despencou 15,16% após publicar na quinta que o avanço de usuários poderá desacelerar nos próximos trimestres, além de um aumento de despesas em 2021.

Por outro lado, a divulgação de quinta-feira da Amazon agradou mais aos mercados, mas as ações da empresa ainda caíram 0,11%.

Nesta sexta, as ações da Apple recuaram 1,51%, em dia marcado pela notícia de que a Comissão Europeia informou que concluiu, de forma preliminar, que a empresa viola a legislação de concorrência do bloco.

Outro setor com importantes perdas foram as petroleiras, seguindo o preço do barril e após altas recentes. Chevron (-3,61%) e ExxonMobil (-2,88%) recuaram.

Já o setor de viagens foi na contramão, depois que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos sugeriu na quinta que cruzeiros poderão retomar operações a partir de julho para vacinados. Royal Caribbean Cruises (+2,45%) e Carnival Corporation (+2,76%) avançaram.