Estadão

Bolsas de NY fecham em queda, com balanços e noticiário corporativo e piora no fim do dia

Os mercados acionários de Nova York fecharam em baixa, nesta quinta-feira, 14. Após abertura mista, os índices pioraram à tarde, sobretudo na reta final do pregão, com balanços, indicadores e notícias do mundo corporativo no radar.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,33%, em 34.451,23 pontos, o S&P 500 recuou 1,21%, a 4.392,59 pontos, e o Nasdaq caiu 2,14%, a 13.351,08 pontos. Ao longo de toda esta semana abreviada, com feriado e mercados fechados na sexta-feira, o Dow Jones caiu 0,78%, o S&P 500 recuou 2,13% e o Nasdaq teve baixa de 2,63%.

Entre ações em foco, Twitter caiu 1,68%. O papel chegou a subir, após a notícia de que Elon Musk havia feito uma proposta de aquisição da empresa. Alguns dos principais acionistas da empresa, porém, rechaçaram a ideia e o papel inverteu o sinal. O próprio Musk disse mais adiante no dia que não sabia se levaria a ideia adiante, e ele não apresentou uma estratégia clara para financiar o negócio, embora tenha lembrado que possuiria fundos para isso. A própria empresa poderia evitar o negócio.

Em meio à temporada de balanços, Goldman Sachs caiu 0,10%, sucumbindo ao mau humor majoritário mesmo após resultados trimestrais que num primeiro momento agradaram investidores. Morgan Stanley subiu 0,75%, Wells Fargo recuou 4,51% e Citigroup avançou 1,56%, também depois de balanços.

Entre os setores, tecnologia puxou as baixas, seguido por serviços de comunicação. O financeiro também recuou, mas energia exibiu ganho. Entre papéis importantes, Apple caiu 3,00% e Amazon, 2,47%, enquanto Microsoft registrou baixa de 2,71%. Boeing teve queda de 0,51% e, entre as petroleiras, ExxonMobil subiu 1,17% e ConocoPhilips, 1,14%.

Na agenda de indicadores, as vendas no varejo dos EUA cresceram 0,5% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 0,6% dos analistas. O Goldman Sachs apontou que o dado um pouco abaixo do esperado foi contrabalançado por revisões para cima em meses anteriores. A Oanda, por sua vez, considerou que as vendas mostraram perda de fôlego, diante dos preços mais altos no setor de energia.