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Bombeiros do aeroporto de Guarulhos levam cerca de 11 minutos para chegar a avião após rejeição crítica de decolagem

Bombeiros do Aeroporto de Guarulhos atuam após decolagem (Foto-Divulgação)
Bombeiros do Aeroporto de Guarulhos atuam após decolagem (Foto-Divulgação)
Voo da Latam com destino a Lisboa aborta decolagem no Aeroporto de Guarulhos após atingir velocidade crítica. Tempo de resposta.

Um voo internacional da Latam Airlines, operado por um Boeing 777-300 com capacidade para até 410 passageiros, abortou a decolagem no último domingo (15) no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O voo LA-8146 tinha como destino Lisboa. Segundo informações preliminares, a aeronave teria ultrapassado a velocidade de decisão (V1) e atingido a velocidade de rotação (VR) antes da rejeição da decolagem um procedimento considerado extremo e previsto apenas para situações graves.

Aquecimento intenso e pneus esvaziados

Durante a frenagem, os freios da aeronave sofreram aquecimento intenso, chegando a apresentar incandescência. Para evitar explosões, os fusíveis térmicos dos pneus foram acionados, permitindo o esvaziamento controlado.

O avião saiu da pista principal e permaneceu imobilizado por vários minutos. A dinâmica do ocorrido foi registrada em vídeo por canal especializado em aviação.

Abortagens de decolagem em alta velocidade são consideradas eventos de alta energia, que exigem resposta imediata das equipes de salvamento e combate a incêndio.

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Tempo de resposta gera questionamentos

Um dos principais pontos de atenção foi o tempo de chegada das equipes de emergência ao local. Estima-se que os bombeiros tenham levado aproximadamente 11 minutos para alcançar a aeronave após a rejeição da decolagem.

Em aeroportos internacionais, os protocolos preveem que equipes de salvamento e combate a incêndio alcancem qualquer ponto da pista em até dois ou três minutos após o acionamento. O intervalo registrado em Guarulhos é considerado elevado para um incidente desse porte.

Os primeiros minutos após uma abortagem em alta velocidade são críticos. O calor acumulado pode provocar incêndios nos freios e no trem de pouso, além de risco de ignição tardia de fluidos hidráulicos e danos estruturais.

A demora no atendimento pode ampliar esses riscos, especialmente em aeronaves de grande porte como o Boeing 777.

Investigação e protocolos

Ainda não há informações oficiais sobre as causas da rejeição da decolagem nem sobre eventuais falhas na comunicação ou na prontidão das equipes de emergência.

O episódio levanta questionamentos sobre os protocolos de resposta em um dos aeroportos mais movimentados da América Latina. Especialistas apontam que a integração entre pilotos, torre de controle e equipes de solo é fundamental para garantir segurança máxima em situações críticas.

Até o momento, não há registro de feridos entre passageiros ou tripulantes.

As circunstâncias do incidente devem ser analisadas pelas autoridades competentes da aviação civil.