Economia

Bovespa tem recuperação modesta e fica abaixo dos 45 mil pontos

A Bovespa fechou em alta de 0,47% nesta terça-feira, 25, aos 44.544,85 pontos, e recuperou apenas uma parte das perdas registrada na véspera, quando recuou 3,03%. O pregão foi marcado pela volatilidade, com investidores dividindo as atenções entre fatores internos e externos. Pela manhã, enquanto os mercados reagiam positivamente às medidas do banco central chinês para recuperar a economia local, a bolsa brasileira chegou a subir 2,82%. À tarde, no entanto, a virada para baixo das bolsas americanas impôs uma forte desaceleração.

Depois de a bolsa chinesa ter tido uma queda de 8,5% na segunda-feira e outra de 7,6% hoje, o Banco do Povo da China (PBoC) anunciou um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa do depósito compulsório e de 0,25 ponto porcentual nas taxas de empréstimo e de depósitos. O objetivo do governo é reduzir os custos de empréstimos, garantir liquidez e crescimento do crédito. As bolsas europeias reagiram com altas entre 3% a 6%, recuperando boa parte das perdas da véspera.

A notícia também deu suporte aos preços das commodities, que, por sua vez, sustentaram as ações de empresas exportadoras de matérias-primas. Com isso, os papéis da Petrobras foram destaque na recuperação dos preços. Vale subiu durante o dia, mas virou no final.

A bolsa, no entanto, passou a perder força no período da tarde, quando se verificou uma deterioração de ativos. A virada das bolsas norte-americanas foi determinante para o fechamento em um patamar já bem distante das máximas do dia.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,29%, aos 15.666,44 pontos, o S&P recuou 1,34%, aos 1.867,62 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,44%, aos 4.506,49 pontos.

Uma das influências do dia foi o relatório da senadora Gleisi Hoffmann sobre a Medida Provisória 675. Inicialmente, ela manteve seu parecer e propôs a elevação da alíquota da CSLL de 15% para 23%, influenciando os papéis do setor. Mas, depois, ela cedeu e acabou aceitando a proposta inicial do governo, de aumento para 20%.

Também conduziu os negócios a notícia de que o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou ao Ministério Público Estadual de São Paulo relatório que detectou irregularidades em empresa contratada pela campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

No mercado futuro de câmbio, o dólar para liquidação em setembro tinha alta de 1,59% às 17h27, cotado a R$ 3,616. Os juros futuros mantinham a trajetória de alta no período estendido de negócios. O DI de janeiro de 2016 tinha taxa de 14,26%, ante 14,25% do ajuste de ontem. O vencimento de janeiro de 2017 estava em 14,16% (14,07% ontem) e o de janeiro de 2021 avançava para 13,99%, ante 13,90% do ajuste anterior.