Economia

Cade aprova operação entre Brasi Plural e BES

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a cessão onerosa da gestão de recursos de terceiros executada pela Espírito Santo Serviços Financeiros DTVM (ESSF) à Brasil Plural Gestão de Recursos (Brasil Plural Gestão) e à Brasil Plural Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários (Brasil Plural CCTVM), conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A ESSF, uma subsidiária integral do BES Investimento do Brasil S.A. – Banco de Investimento, atua no mercado de distribuição de títulos e valores mobiliários, desenvolvendo também atividades de gestão de carteiras de fundos de investimento e serviços de consultoria voltados para clientes dos segmentos de private e wealth management, para os quais é credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Brasil Plural Gestão, por sua vez, é uma sociedade credenciada perante a CVM para prestar serviço de administração de carteiras, e a Brasil Plural CCTVM é uma corretora de valores mobiliários.

O negócio aprovado pelo Cade consiste na cessão onerosa, às duas companhias do Grupo Brasil Plural, do direito de uso irrestrito sobre uma lista de clientes e de fundos de investimento definida em contrato para fins de exercício das atividades de gestão de ativos e de gestão e consultoria patrimonial desenvolvidas pela ESSF.

Como as empresas já atuam no Brasil com o mesmo negócio objeto do contrato, a operação “gerará uma pequena concentração no mercado brasileiro de gestão de recursos de terceiros”, destaca documento do Cade.

Para o Grupo Brasil Plural, “a concretização da operação e o recebimento dos ativos intangíveis possuem cunho estratégico e econômico, sendo uma boa oportunidade de expansão de sua carteira de clientes e serviços, especialmente associados à gestão de ativos”. Já para o BES, “a operação faz parte do redirecionamento de suas atividades com o objetivo de maximizar rentabilidade com foco em produtos diferenciados, dado que o negócio de gestão de recursos de terceiros deixou de ser prioritário para a sociedade e seus sócios.”