Os juros futuros consolidaram, no fechamento dos negócios nesta sexta-feira, 10, o movimento de queda visto ao longo da sessão, refletindo o aumento do apetite pelo risco prefixado nesta volta do feriado de ontem em São Paulo. A recuperação das bolsas na China e a expectativa de que um acordo na Grécia possa ser fechado nos próximos dias após o envio, nesta quinta-feira, de propostas de reformas no país animaram os investidores. O dólar teve forte recuo ante o real, o que ajudou a aliviar a curva de juros, mas o volume de contratos movimentado foi baixo na BM&FBovespa.
Ao final da sessão regular, o DI janeiro de 2016 terminou em 14,030%, de 14,059% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 cedeu de 13,66% para 13,56%. O DI janeiro de 2021 fechou em 12,62%, de 12,67% no ajuste na quarta-feira. O dólar no balcão recuou 1,49%, a R$ 3,1660.
Na China, as ações chinesas registraram seu primeiro ganho semanal em um mês, diante da intervenção do governo, que ajudou a conter a onda de vendas maciça. O índice Xangai Composite subiu 5,2% esta semana, após três semanas de perdas.
O movimento das taxas no Brasil foi na contramão dos juros dos Treasuries (títulos dos EUA), que já subiam pela manhã diante do aumento do apetite pelo risco e ganharam impulso após o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen. Ela reiterou que a instituição monetária está a caminho de aumentar as taxas de juros neste ano, o que tinha gerado dúvidas no mercado após os eventos na Grécia e temores com a desaceleração econômica da China. Perto das 16h30, a T-note de dez anos projetava 2,401%, de 2,305% no final da tarde de ontem.


