Estadão

China se recusa a criticar Rússia apesar da intensificação dos ataques na Ucrânia

A China se recusou novamente a chamar a ação da Rússia na Ucrânia de "invasão" ou criticar Moscou em outro posicionamento nesta sexta-feira, 25. A atitude ignora a intensificação dos ataques militares russos no país do leste europeu, que estão causando um número crescente de baixas.

A China reiterou que acredita no respeito à integridade territorial de todos os países, mas disse que vê a questão da Ucrânia como tendo seu próprio contexto histórico complexo e especial. "Entendemos as preocupações legítimas da Rússia em questões de segurança", disse Wang Wenbin, vice-diretor do Departamento de Informações do Ministério das Relações Exteriores.

Wang também revidou o comentário do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que qualquer país que apoiasse a invasão da Rússia seria "manchado por associação", ao dizer que os países que interferissem nos assuntos internos de outros que veriam suas reputações manchadas.

Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Canadá, Austrália e União Europeia anunciaram mais sanções a Moscou além de penalidades no início desta semana, incluindo uma medida da Alemanha para suspender um gasoduto de US$ 11 bilhões da Rússia.

Questionado se a China está preparada para aumentar as compras de petróleo russo em resposta às medidas dos EUA e da UE, Wang disse: "as sanções nunca foram uma maneira eficaz de resolver problemas. Esperamos que as partes relevantes possam trabalhar duro para resolver o problema por meio do diálogo e consulta."

No dia do início dos ataques, quinta-feira 24, a China ficou sozinha ao não condenar a ação russa e acusou os Estados Unidos e seus aliados de agravarem a crise. Em uma clara defesa de Moscou, o país asiático "pediu às partes que respeitem as preocupações legítimas de segurança dos outros".

A diretora do Departamento de Informações do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China, Hua Chunying, disse que "todas as partes devem trabalhar pela paz em vez de aumentar a tensão ou exaltar a possibilidade de guerra". (Com agências internacionais).