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Ciclone-bomba deixa rastro de destruição no Sul e Sudeste; Grande SP escapa dos piores efeitos até agora

Fenômeno provocou morte, tornado, ventos acima de 120 km/h e suspensão de serviços; litoral de SP teve rajadas superiores a 100 km/h. RMSP segue em atenção

O ciclone extratropical que ganhou força sobre o Sul do Brasil provocou uma sequência de ocorrências graves nesta sexta-feira (7), com morte, feridos, tornado, destelhamentos, quedas de árvores e ventos superiores a 120 km/h.

Apesar da previsão de tempo severo para diferentes áreas do Sul e Sudeste, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), incluindo Guarulhos, passou longe dos efeitos mais extremos registrados até agora.

O cenário, porém, ainda exige atenção. A frente fria associada ao sistema continua avançando pelo país e pode provocar rajadas de vento, chuva e queda de temperatura nas próximas horas.

Uma morte e cinco feridos no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul foi o estado mais atingido pelo sistema. Segundo a Defesa Civil gaúcha, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas em ocorrências provocadas pelo mau tempo. Mais de uma centena de municípios registraram algum tipo de ocorrência.

Em Porto Alegre, uma rajada chegou a 120,4 km/h. Outros municípios também registraram ventos acima dos 100 km/h. O temporal derrubou árvores, danificou imóveis, bloqueou estradas e provocou interrupções no fornecimento de energia.

Tornado assusta moradores

Um dos episódios mais impressionantes ocorreu em Pedro Osório, no sul do Estado, onde um tornado provocou destelhamentos e danos em imóveis. A formação ocorreu em meio às condições atmosféricas extremamente instáveis associadas à passagem do sistema. Em diferentes municípios, escolas e serviços públicos precisaram ser temporariamente suspensos.

Litoral de São Paulo foi atingido

Em São Paulo, os efeitos mais fortes ficaram concentrados no litoral. Em Santos, uma rajada de 109 km/h foi registrada durante a manhã. Árvores de grande porte caíram e o Porto de Santos chegou a interromper as operações de navegação. A travessia de balsas entre Santos e Guarujá também foi afetada pelas condições do mar.

Outras cidades do litoral paulista registraram ventos fortes e adotaram medidas preventivas, incluindo a suspensão das aulas em alguns municípios.

E a Grande São Paulo?

A boa notícia para quem vive em Guarulhos e nas demais cidades da Região Metropolitana é que, até o momento, o cenário foi bem menos severo. As rajadas mais fortes registradas no Estado ficaram concentradas principalmente no litoral, enquanto a RMSP não teve, até agora, registros comparáveis aos de Santos ou aos observados no Sul do país.

Isso não significa, porém, que a região esteja completamente fora de risco. A passagem da frente fria ainda pode provocar pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento, principalmente em pontos isolados. Por isso, a recomendação é manter atenção aos avisos meteorológicos, especialmente durante a tarde e a noite.

O pior já passou?

Para algumas regiões, sim. Para outras, ainda não. O ciclone começa a perder força, mas seus efeitos continuam sendo sentidos em áreas do Sul e Sudeste. O principal alerta agora está relacionado à continuidade dos ventos fortes e à mudança brusca de temperatura provocada pela massa de ar frio que avança na sequência.

No Sul, o frio deve ser mais intenso e há possibilidade de geada em algumas regiões nos próximos dias. Em São Paulo, a tendência é de queda das temperaturas, com o frio ganhando força ao longo da próxima semana.

Por que “ciclone-bomba”?

O termo é utilizado pelos meteorologistas quando um ciclone apresenta queda muito rápida da pressão atmosférica em seu centro, provocando uma intensificação acelerada do sistema.

Apesar do nome, não significa que seja um fenômeno diferente de um ciclone extratropical e não se trata de um furacão. Neste episódio, a intensificação do ciclone sobre o oceano contribuiu para a formação de áreas de instabilidade e tempestades em diferentes pontos do Sul e Sudeste.

Atenção para as próximas horas

Mesmo com a redução gradual da força do sistema, alguns cuidados continuam importantes:

  • evite permanecer próximo a árvores durante rajadas;
  • não estacione veículos sob árvores ou estruturas frágeis;
  • tenha atenção com placas, telhados e objetos que possam ser deslocados pelo vento;
  • não se aproxime de fios elétricos caídos;
  • em caso de chuva forte, evite áreas sujeitas a alagamentos;
  • quem estiver no litoral deve redobrar os cuidados com o mar.

E em Guarulhos?

Até o momento, Guarulhos não aparece entre as áreas mais afetadas pelo ciclone. A cidade deve sentir principalmente os efeitos da frente fria, com possibilidade de instabilidade e queda das temperaturas nos próximos dias.

O quadro, portanto, é de atenção, mas sem indicação, até agora, de que a Grande São Paulo esteja caminhando para repetir o cenário extremo registrado no Rio Grande do Sul ou no litoral paulista.

A situação continua sendo monitorada e novas mudanças podem ocorrer conforme a frente fria avança pelo Estado.