Estadão

Commodities mais caras puxam aceleração da inflação no atacado no IGP-DI de maio

As altas nos preços de commodities como o minério de ferro (4,75%) e a soja (5,01%) lideraram o ranking de pressões sobre a inflação no atacado medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IGP-DI saiu de uma alta de 0,72% em abril para uma elevação de 0,87% em maio. Em 12 meses, o índice acumulou aumento de 0,88%.

"Nesta apuração, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), índice de maior relevância no IGP, registrou uma notável aceleração nos preços dos alimentos processados, passando de 0,62% para 1,92%. Destacaram-se os aumentos nos preços de componentes essenciais da cesta básica, como arroz (de -2,59% para 3,40%), café (de 0,01% para 1,36%), carne bovina (de 0,80% para 2,40%), carne de aves (de 0,40% para 2,07%) e leite (de 0,55% para 7,37%). Além disso, o IPA também apresentou elevação nos preços de Materiais e Equipamentos para a Manufatura, subindo de 0,75% para 1,74%. Nesse segmento, merecem destaque os aumentos nos preços do alumínio (de 0,00% para 14,29%), farelo de soja (de 0,98% para 13,08%) e celulose (de 2,72% para 5,69%", ressaltou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) passou de uma alta de 0,84% em abril para uma elevação de 0,97% em maio.

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais acelerou de uma queda de 0,04% em abril para um avanço de 0,73% em maio, tendo como principal contribuição o subgrupo alimentos in natura, cuja variação passou de -5,28% para 0,94%.

O grupo Bens Intermediários subiu de 0,62% em abril para 0,88% em maio, puxado pelo avanço do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,75% para 1,74%.

O estágio das Matérias-Primas Brutas desacelerou de uma alta de 2,06% em abril para 1,33% em maio. Contribuíram para o movimento os itens café em grão (de 16,05% para -0,21%), cacau (de 46,58% para -18,95%) e mandioca/aipim (de 6,20% para -4,07%). Na direção oposta, houve impacto dos itens minério de ferro (de 3,68% para 4,75%), arroz em casca (de -0,19% para 5,82%) e milho em grão (de -0,95% para 0,20%).

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