Guarulhos é uma das cidades brasileiras que acolhem venezuelanos diante da crise econômica e política no país vizinho. Alguns estão no Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), na Rua Paulo José Bazzani, nº 60. Outros estão instalados na Casa Minha Pátria, na Rua Tabajara, nº 264, na Vila São Jorge.
Nesta terça-feira, 18/06, a partir das 21h30, Brasil e Venezuela se enfrentam pela segunda rodada do Grupo A da Copa América, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A seleção brasileira lidera a chave com três pontos ganhos, enquanto a venezuelana divide a segunda colocação com a peruana – ambas possuem um ponto ganho.
Em razão do confronto, o GuarulhosWeb conversou com dois venezuelanos, que estão na Casa Minha Pátria, para saber qual é a expectativa deles para a partida.
Jovem de 26 anos e há três meses em Guarulhos, Orlando Jimenez Avila afirmou que gosta muito de futebol e que torcerá pela Venezuela, apesar do carinho pelo Brasil. “Contra a Bolívia, eu torci pela seleção brasileira. Mas contra a Venezuela não dá. É a minha pátria”, disse o jovem que apostou em um empate nesta noite. “Será um jogo duro”.
Amigo de Avila e também residente na Casa Minha Pátria, Yonatan Rangel Rivero, de 27 anos, está há dois meses na cidade, mas já escolheu um time brasileiro para torcer: Corinthians. Na Venezuela, sua paixão é pelo Mineros de Guayana, de sua cidade natal Puerto Ordaz, do Estado Bolívar. “Hoje vou torcer pela Venezuela, mas acredito que o Brasil vá ganhar”, opinou. Os dois amigos vão acompanhar a partida pela TV, com mais quatro venezuelanos, na Casa Minha Pátria.
O que fazer com R$ 485?
O valor médio do ingresso na estreia do Brasil na Copa América, contra a Bolívia, no Morumbi, foi de R$ 485. Ou seja, quase a metade do salário mínimo brasileiro. Questionados sobre o que fariam com este dinheiro, os venezuelanos não tiveram dúvidas: “Ajudar suas famílias que ficaram na Venezuela”.
“Dá para comprar muitas coisas com este valor, né? Comida e mandar um pouco para os meus parentes”, afirmou Avila. “Tem muitas coisas que sinto falta aqui. Poderia comprá-las e ainda ajudaria minha família”, completou Rivero.


