Segundo informações divulgadas neste dominog, na segunda-feira, 23, os corpos dos cinco Mamonas Assassinas serão exumados, após quase 30 anos do acidente aéreo que acabou com a banda de “rock cômico” que fazia sucesso no país.
A decisão foi tomada pelas famílias dos músicos, que entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam. Os corpos foram sepultados no cemitério Parque Primaveras I, no Taboão, também em Guarulhos.
A exumação depende de procedimentos legais e autorização judicial, o que já foi concedido.
A iniciativa da criação do jardim integra um conceito que propõe uma nova forma de homenagem póstuma, onde as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação juntamente com a semente de espécies nativas. Além de um espaço de memória, silêncio e presença em homenagem a banda, o memorial amplia seu alcance para a comunidade. Os moradores do município poderão utilizar as cinzas de seus entes queridos para plantar árvores no Jardim.
Relembre o acidente
Os Mamonas Assassinas morreram em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, quando o avião que transportava a banda caiu durante tentativa de aproximação para pouso.
O grupo era formado por:
-
Dinho (vocal)
-
Bento Hinoto (guitarra)
-
Júlio Rasec (teclados)
-
Samuel Reoli (baixo)
-
Sérgio Reoli (bateria)
O sucesso foi meteórico. Em poucos meses, a banda se tornou fenômeno nacional com músicas irreverentes que marcaram os anos 1990.
Impacto em Guarulhos
Guarulhos mantém forte ligação com a história do grupo, que se tornou símbolo cultural da cidade. O cemitério Primaveras recebe visitas frequentes de fãs ao longo das últimas décadas.
A exumação reacende a memória da banda e deve mobilizar familiares e admiradores.


