Estadão

Cássio alerta elenco do Corinthians para clássico: São Paulo quer quebrar tabu

Cássio usou a entrevista coletiva desta sexta-feira para fazer um alerta aos seus companheiros de Corinthians para a disputa do clássico com o São Paulo, domingo, às 16 horas, na Neo Química Arena, válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Para o capitão corintiano, o time alvinegro precisa entrar ligado para o duelo porque o adversário vai vir com tudo para tentar vencer pela primeira vez na arena corintiana.

"Vamos tentar fazer um grande jogo para que isso (jejum) continue. Eles vêm com muita vontade de quebrar o tabu. É sempre bom ganhar clássico. Na minha opinião, o Corinthians vive um bom momento, vem evoluindo. O estádio vai estar lotado, torcida empurrando, então cabe a nós em campo fazer o nosso melhor em busca da vitória", disse o atleta, que esteve em campo nos 15 duelos do clássico Majestoso em Itaquera, quando foram registrados dez vitórias corintianas e cinco empates.

Cássio também confia no bom momento pelo qual o Corinthians atravessa em jogos como mandante, afinal nos dez últimos jogos são nove vitórias e um empate. "Faz três meses que estamos invictos em casa. Não só em Itaquera, mas o Corinthians sempre teve tradição em ser muito forte jogando em casa. É uma combinação da torcida empurrando os 90 minutos e do comprometimento dos jogadores. Lógico, temos muito respeito pelo São Paulo, mas temos que nos impor em casa e fazer um grande jogo. É com trabalho em campo, não aqui falando. Até mesmo antes de eu chegar, o Corinthians tinha tradição de ser forte nesse conjunto torcida e equipe. Não há a menor dúvida de que teremos essa união no domingo para irmos em busca da vitória."

Com praticamente dez anos como titular do Corinthians, Cássio, aos 34 anos de idade, também falou do seu momento atual na carreira. "Quanto mais o tempo passa, você fica mais experiente, evolui. Foco no trabalho. Quando as coisas não estão bem, continua trabalhando, quando estão, continua trabalhando. Não fico me apegando. Não podemos nos achar os melhores quando somos elogiados, nem o contrário. Tenho uma linha de trabalho. Fico feliz em ajudar a não tomar gol. Não só cabe a mim também, toda a equipe ajuda no sentido de defender e não tomar gol. Mas não me apego. Sou bem centrado no trabalho. Sou ser humano, acerto e erro, faz parte do processo. Jogo em uma equipe muito grande, a pressão é grande. Viemos de dois anos sem títulos, dois anos que não conseguimos manter o Corinthians entre as melhores equipes. É continuar trabalhando que as coisas vão acontecer naturalmente"

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