Estadão

Cuca cogita renovação com Atlético-MG, mas fase ruim pode complicar permanência

Herói das conquistas do Brasileiro e da Copa do Brasil do ano passado, Cuca retornou nesta temporada ao Atlético-MG com o rótulo de salvador da pátria. A continuação desse enredo, porém, tem sido decepcionante: em dez jogos, foram apenas duas vitórias e um aproveitamento pífio de 33,3%.

O baixo rendimento tirou o Atlético-MG da briga pelo título. A realidade agora é buscar uma reação imediata para, ao menos, garantir uma vaga na Libertadores de 2023. Com 40 pontos, os atleticanos já estão sob ameaça de América-MG e Goiás, logo atrás na classificação do Nacional.

Após a derrota deste sábado para o Avaí, o treinador disse estar incomodado com a fase atual, mas cogitou uma possível extensão do seu vínculo com o clube.

"O Atlético está para virar uma SAF e se os números continuam como estão, é natural que não me queiram. Sou prático e realista. Só que eu não vou ficar com esses números aqui. Vou mexer o doce, vou fazer virar, custe o que custar", afirmou o treinador.

De time a ser batido no ano passado a apenas coadjuvante no cenário atual, o Atlético-MG vive hoje um ambiente cercado pela tensão. Peça fundamental nessa transformação, Cuca disse estar trabalhando muito junto aos jogadores.

"O torcedor pode ficar tranquilo que os caras estão sendo cobrados, até além do que a gente pode. Ninguém aqui está de braços cruzados, e ninguém aqui está contente. As cobranças são internas, todos nós perdemos juntos", afirmou.

E nesta reta final do Brasileiro, Cuca disse esperar uma resposta de seus comandados já na próxima partida. O problema é que o adversário será justamente o Palmeiras, líder isolado da competição.

"Temos ainda 11 rodadas e, quem sabe a partir do próximo jogo, contra o Palmeiras, a gente comece a arrancada para a Libertadores direto."

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