Um desabafo publicado nas redes sociais por Karina Ayala, mãe do estudante Erick, tem gerado repercussão e debate sobre a inclusão escolar na rede municipal de Guarulhos.
No relato, Karina afirma que o filho, que necessita de acompanhamento especializado, teve o direito de apoio mudado sem explicações por parte do governo do prefeito Lucas Sanches (PL). Segundo ela, a troca ocorreu sem diálogo prévio com a família, o que teria prejudicado o processo de adaptação e aprendizagem da criança.
Neste ano letivo, segundo denunciam pais e responsáveis por crianças com transtorno do espectro autista, entre outras deficiências, o governo Lucas Sanches promoveu a redução no número de profissionais de apoio nas escolas da rede municipal, o que impede o cumprimento do direito ao acompanhamento especializado garantido por lei desde 2015.
A mãe questiona a estrutura oferecida pelo município, alegando que há falhas no suporte às crianças com deficiência e às famílias. De acordo com o desabafo, a legislação prevê que a rede de ensino disponibilize profissionais de apoio para garantir a inclusão adequada dos estudantes que necessitam desse acompanhamento.
Sobrecarga de professores
Karina também destacou que a situação impacta não apenas os alunos, mas os próprios professores. Segundo ela, sem o suporte adequado, os educadores acabam sobrecarregados ao precisar atender simultaneamente diversos alunos com necessidades diferentes em sala de aula.
A mãe afirma ainda que muitas famílias enfrentam dificuldades para garantir direitos que já estão previstos em lei, precisando se ausentar do trabalho e mobilizar esforços constantes para buscar atendimento adequado.
Inclusão escolar
A legislação brasileira assegura o direito à educação inclusiva, prevendo atendimento educacional especializado e suporte adequado aos estudantes com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou outras necessidades específicas.
O caso reacende a discussão sobre a efetivação dessas políticas públicas na prática e a necessidade de estrutura, profissionais capacitados e diálogo entre poder público e famílias.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da administração municipal sobre o caso.


