Estadão

Dólar recua de olho em IBC-Br, commodities, China e alívio em Treasuries

O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 18, em meio à valorização do petróleo e do minério de ferro, após dados melhores que o esperado de produção industrial e vendas no varejo na China, ainda que as vendas de imóveis tenham piorado no primeiro bimestre. O recuo dos juros dos Treasuries e o IBC-Br de janeiro ajudam também.

O IBC-BR subiu 0,60% em janeiro ante dezembro, com ajuste, ficando abaixo da mediana das projeções do mercado (0,65%), mas o indicador com ajuste (148,50 pontos) é o maior desde abril de 2023 (148,88 pontos). Já o IBC-BR de janeiro sem ajuste (140,51 pontos) é o maior para o mês desde 2014 (142,72 pontos). O IBC-BR de novembro ante outubro foi revisado de +0,09% para 0,10%. Em 12 meses, a economia brasileira avançou 2,47% em janeiro.

O avanço de 0,60% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central de janeiro deixou carrego positivo de 1,20% para a atividade no primeiro trimestre de 2024. A herança para o ano é de crescimento de 1,30.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,17% em março, após a queda de 0,65% em fevereiro. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam um recuo entre 0,45% e 0,16%, com mediana negativa de 0,34%.

Os investidores operam sob expectativas pelas decisões de política monetária de vários bancos centrais na semana e devem seguir atentos a risco de intervenção política na economia interna. São esperadas as decisões de juros do Banco do Banco do Povo (PBoC) da China e do Banco do Japão, na terça-feira, do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Copom brasileiro, ambos na quarta-feira, além do Banco da Inglaterra, na quinta-feira. O presidente do Fed, Jerome Powell, fala na quarta em coletiva após a decisão do BC americano, e também na sexta-feira.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixou o prédio do Ministério da Fazenda na manhã desta segunda. Ele saiu acompanhado do secretário-executivo da Pasta, Dario Durigan. Haddad participa da reunião ministerial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Às 9h30, o dólar à vista caía 0,16%, a R$ 4,9899. O dólar para abril cedia 0,18%, a R$ 4,9940.

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