O Aeroporto Internacional de São Paulo–Guarulhos, maior terminal aéreo do país e da América Latina, teve suas operações temporariamente suspensas na tarde deste domingo (15) devido à presença de drones não autorizados nas proximidades das pistas, provocando impactos significativos na malha aérea nacional em um dos períodos de maior movimento do ano. A interrupção durou cerca de três horas e causou atrasos, cancelamentos e desvio de voos.
Por volta das 16h, equipamentos aéreos não tripulados foram detectados em áreas críticas de pouso e decolagem, obrigando a administração do aeroporto a suspender temporariamente todas as operações por questões de segurança. A medida foi repetida em dois momentos da tarde, em meio ao fluxo elevado de viagens por conta do feriado de Carnaval.
Equipes especializadas da Polícia Militar de São Paulo (COE – Comandos e Operações Especiais) foram acionadas e utilizaram bloqueadores de sinal para neutralizar os drones e permitir a retomada das operações com segurança. A concessionária GRU Airport informou que o uso de drones nas imediações de um aeroporto representa risco direto à aviação civil e à integridade de passageiros e tripulações.

Impactos na malha aérea
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e informações compiladas por veículos de imprensa:
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32 voos foram alternados — redirecionados para aeroportos alternativos como Campinas (Viracopos), Belo Horizonte (Confins) e outros terminais da região.
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8 voos foram cancelados.
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Mais de 40 operações foram impactadas em diferentes companhias aéreas devido à suspensão momentânea das atividades.
Entre as empresas afetadas, a LATAM Airlines Brasil registrou dezenas de voos impactados, com passageiros sendo realocados ou tendo que aguardar remarcações. A Gol Linhas Aéreas e outras companhias também tiveram voos alternados em decorrência da suspensão.
Caso isolado: avião aborta decolagem
Ainda no domingo à noite, um voo internacional da LATAM com destino a Lisboa (Portugal) precisou abortar a decolagem após ser autorizado a avançar na pista, retornando à posição de parada — procedimento que a companhia classificou como medida de segurança, dentro dos protocolos previstos. Todos os passageiros foram desembarcados e receberão assistência de acordo com as normas da aviação civil.
Segurança e investigação
O episódio colocou novamente em evidência os riscos ligados à operação irregular de drones próximos a aeroportos, algo proibido por lei e considerado crime federal. Autoridades competentes seguem investigando a origem dos equipamentos e os responsáveis pelo uso indevido na região do terminal.
Operações normalizadas
Apesar dos efeitos no fluxo de voos ao longo da tarde, as autoridades e a concessionária relataram que as operações foram normalizadas ainda no domingo, com retomada dos pousos e decolagens após a retirada dos drones e a garantia de segurança no espaço aéreo controlado.
O incidente deve trazer reforço nos alertas de fiscalização de uso de drones em áreas aeroportuárias e reforça a importância de medidas preventivas para evitar novos episódios que coloquem em risco a aviação civil e a rotina de milhares de passageiros.


