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Estadão

Em jogo com polêmica de arbitragem, Vasco e Cruzeiro empatam em São Januário

O Vasco perdeu a oportunidade de entrar de vez na briga pelo acesso ao ceder o empate por 1 a 1 ao Cruzeiro aos 49 minutos do segundo tempo, em duelo realizado na tarde deste domingo, em São Januário, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o apoio da sua torcida, o time carioca foi superior, mas não suportou a pressão final da equipe celeste, em um final de partida totalmente confuso, com direito a gol anulado de Daniel Amorim.

Nos acréscimos, Daniel Amorim, que entrou no lugar de Cano, marcou o segundo gol vascaíno. Mas a arbitragem anulou com o auxílio do VAR, que viu toque de mão na origem da jogada. Na sequência, Ramon foi às redes e evitou a derrota da equipe mineira. O jogo terminou depois do gol e houve muita reclamação dos jogadores do Vasco, revoltados com a anulação do gol que garantiria a vitória em casa.

O empate complicou ainda mais a meta criada por Vanderlei Luxemburgo, que, suspenso, ficou em Belo Horizonte, de levar o time à elite nacional. Já o Vasco precisou aguardar as críticas ao final da partida, a maioria delas direcionada ao presidente Salgado.

O resultado não agradou ninguém. O Vasco subiu para a nona posição, mas tem 34 pontos, a sete do G4. O acesso ficou ainda mais longe para o Cruzeiro, que permaneceu na 13ª posição, com 31.

Com 40 anos e mais de 100 jogos com a camisa cruzmaltina, Nenê chegou para ser o ponto de desequilíbrio do Vasco da Gama na Série B. O meia já havia aparecido com destaque no empate diante do CRB e não foi diferente frente ao Cruzeiro. O vovô-garoto abriu o marcador no reencontro entre clube e torcida, que, com a liberação da CBF e do Governo, apareceu em pequeno número em São Januário. Foi liberada a presença de mil torcedores, mas pouco mais de 300 estiveram no estádio.

O gol saiu aos 44 minutos. Morato fez jogada individual e acionou Cano. O atacante chutou na trave. Na sobra, Nenê mandou para o fundo das redes. O Vasco dominou o Cruzeiro nos primeiros 45 minutos e não deixou o rival sequer criar uma oportunidade de perigo. A ausência de Vanderlei Luxemburgo, suspenso, foi sentida durante todo o tempo.

Um duelo em especial chamou atenção. Fábio e Vanderlei, dois goleiros que já estiveram na mira da seleção brasileira, chamavam atenção. O primeiro teve mais trabalho e fez duas grandes defesas, em tentativas de Morato e Nenê. Já Fábio precisou entrar em ação em uma única vez, no arremate de Thiago.

O segundo tempo não foi tão confortável para o Vasco. O time ganhou em movimentação sob o comando de Fernando Diniz, mas teve alguns momentos de lentidão. O Cruzeiro tentou se aproveitar dessa falha para crescer e chegou a pressionar. No entanto, a melhor chance foi em uma cobrança de falta de Eduardo Brock. Vanderlei pegou.

O time carioca não demorou para equilibrar o duelo e novamente obrigou Fábio a fazer grandes defesas e impedir que o Vasco saísse com um placar ainda mais elástico. Marquinhos Gabriel assumiu a função de ditar o ritmo da partida, uma vez que Nenê aparecia menos. Em um erro de comunicação entre a comissão técnica, Fernando Diniz tirou o meia e ficou bravo ao saber que o atleta não pediu para deixar o campo.

Atrás do placar, o Cruzeiro se atirou ao ataque, mas deu o contra-ataque para o Vasco, que chegou a marcar com Daniel Amorim, em uma jogadaça de Gabriel Pec. Em um lance pra lá de confuso, o árbitro marcou mão do jogador, anulou o lance e deu uma sobrevida ao time celeste. Na base do tudo ou nada, o empate foi decretado aos 49. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Ramon deixar tudo igual.

Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Brusque na sexta-feira, às 21h30, no Augusto Bauer, em Brusque (SC). No domingo, às 16h, o Cruzeiro recebe o CSA, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 1 CRUZEIRO

VASCO – Vanderlei; Léo Matos, Ricardo, Leandro Castan e Riquelme (Walber); Andrey, Marquinhos Gabriel e Nenê (Bruno Gomes); Léo Jabá, Cano (Daniel Amorim) e Morato (Gabriel Pec). Técnico: Fernando Diniz.

CRUZEIRO – Fábio; Rômulo, Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira (Dudu); Adriano, Marco Antônio (Flávio) e Giovanni (Rafael Sóbis); Wellington Nem (Felipe Augusto), Marcelo Moreno (Claudinho) e Thiago. Técnico: Belletti (auxiliar).

GOLS – Nenê, aos 44 minutos do primeiro tempo. Ramon, aos 49 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Andre Luiz de Freitas Castro (GO)

CARTÕES AMARELOS – Andrey e Cano (Vasco); Eduardo Brock e Marcelo Moreno (Cruzeiro)

PÚBLICO – 309 torcedores

RENDA – R$ 34.625.

LOCAL – Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).