Saúde

Especialistas alertam para alta de 14% nos casos de câncer de colo de útero no Brasil em 2026

Especialistas alertam para prevenção do câncer de colo de útero (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Especialistas alertam para prevenção do câncer de colo de útero (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Especialistas alertam para a prevenção do câncer de colo de útero e destacam a importância da vacina contra HPV e exames como o papanicolau

No Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo de Útero, celebrado nesta quinta-feira (26), especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que está entre os tipos de câncer mais comuns entre mulheres no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente na população feminina. A doença, também chamada de câncer cervical, é causada principalmente por infecções pelo vírus HPV (papilomavírus humano), especialmente os subtipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos.

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A principal forma de prevenção é a vacinação contra o HPV, aliada à realização de exames preventivos, como o papanicolau e o teste de detecção do DNA do vírus. Esses exames permitem identificar lesões pré-cancerígenas antes que evoluam para um tumor.

Segundo especialistas, mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizar o papanicolau regularmente. Inicialmente, o exame deve ser feito uma vez por ano. Após dois resultados consecutivos normais, o intervalo pode ser ampliado para três anos.

As lesões que antecedem o câncer costumam não apresentar sintomas e podem levar de 10 a 20 anos para evoluir. Por isso, o acompanhamento periódico é essencial. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero tem altas chances de cura.

O ginecologista Dr. Ilzo Vianna Júnior destaca que exames como o papanicolau e o teste de HPV são fundamentais para interromper a progressão da doença ainda em estágios iniciais, evitando quadros mais graves.

Um exemplo é o caso de uma paciente atendida no hospital, que descobriu a doença em estágio inicial por meio de exames de rotina. O diagnóstico precoce permitiu tratamento cirúrgico eficaz, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia, reforçando a importância do acompanhamento regular.