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Falta de regras para transporte executivo em SP trava investimentos e gera insegurança

Falta de regras no transporte executivo gera insegurança (Foto-Divulgação)
Falta de regras no transporte executivo gera insegurança (Foto-Divulgação)
Falta de regulamentação do transporte executivo em São Paulo gera autuações e insegurança jurídica nos transportes

A ausência de legislação municipal específica para o transporte executivo na cidade de São Paulo tem provocado insegurança jurídica no setor e levado empresas regulares a autuações. Mesmo após o envio de ofícios à Camara Municipal de Sao Paulo solicitando diálogo e audiência pública, representantes da atividade afirmam não ter recebido retorno do Legislativo.

Empresas relatam autuações mesmo com documentação regular

A tg.mob, especializada em mobilidade corporativa e de eventos, afirma que opera com toda a documentação exigida pela legislação federal, incluindo CNPJ ativo, contrato social, Cadastur e enquadramento correto na Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). A empresa destaca que atua exclusivamente com contratos corporativos formalizados e passageiros previamente identificados.

Apesar disso, a falta de regulamentação municipal teria resultado em penalidades. Em 2025, veículos da empresa foram apreendidos no Aeroporto de Congonhas, e multas superiores a R$ 14 mil foram aplicadas, mesmo com a apresentação de contratos e notas fiscais.

Segundo o CEO da empresa, Leandro Pimenta, o impasse expõe uma dificuldade histórica do município em regulamentar atividades de transporte remunerado, como ocorreu anteriormente com aplicativos e mototáxis. Ele afirma que um novo ofício foi protocolado neste mês para reforçar a necessidade de debate.

Contratações pelo próprio poder público geram questionamentos

Enquanto não há regulamentação específica, órgãos ligados ao Executivo municipal seguem contratando o serviço. Em janeiro deste ano, a São Paulo Turismo S.A. (SPTuris) abriu solicitação de orçamento para pregão eletrônico voltado à contratação de transporte de passageiros por automóvel, prevendo 500 diárias e disponibilidade simultânea de até oito veículos em jornadas de 12 horas.

Em 2024, a SPTuris firmou a Ata de Registro de Preços nº 011/24, estimada em R$ 250 mil, além de já ter realizado o Pregão Eletrônico nº 020/21, em 2022, para contratação do mesmo tipo de serviço.

Para representantes do setor, a situação evidencia incoerência, já que o próprio poder público utiliza o transporte executivo para atender demandas institucionais.

Articulação política

Diante da falta de avanço institucional, empresários pretendem retomar diálogo com vereadores e buscar apoio político para discutir a criação de legislação específica. Há expectativa de reunião com o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Teixeira (União Brasil), além da possibilidade de levar o tema ao deputado federal Maurício Neves (PP-SP), presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

O setor defende que a regulamentação pode trazer segurança jurídica, padronização de regras e maior clareza para empresas e usuários do serviço na capital paulista.