Política

Geleia se diz perseguido e promete ir à Justiça contra Câmara por ter requerimentos tirados da pauta

O vereador Geleia Protetor (PSD) garantiu que vai à Justiça contra a Câmara Municipal de Guarulhos, por ter tido seus requerimentos de pedidos de informações à Prefeitura, barrados pelo presidente da Casa, Fausto Miguel Martello. Ele denunciou que está sendo perseguido por ser “negão e vir de favela”.

Desde o início deste ano, Geleia protocolou mais de 800 requerimentos com pedidos de informações sobre ações do Executivo, uma prerrogativa de qualquer vereador. No entanto, a ação estava atrasando os trabalhos da Casa, já que nenhum projeto estava sendo discutido ou votado, principalmente depois que a base do governo Lucas Sanches, liderada por Geraldo Celestino (Mobiliza), passou a rejeitar todos os requerimentos.

Geleia passou então a obstruir os trabalhos durante várias sessões. Pressionado pela Casa Branca e por diversos vereadores, Martello se viu obrigado a tomar uma atitude contra Geleia. Na sessão desta quarta-feira, acabou por enviar todos os requerimentos para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, para limpar a pauta e poder prosseguir com os trabalhos legislativos.

“Tendo em vista a demora da resolução do entrave político referente às deliberação de requerimentos de informação do vereador Geleia Protetor, bem como o desgaste causado pelo impedimento do andamento dos trabalhos legislativos desde 1º de fevereiro do corrente ano, assim determino a retirada dos requerimentos do vereador constantes da pauta da sessão de hoje e os submeto à CCJ, para fim de análise, nos termos do Inciso 2, alínea E, artigo 56 do Regimento interno da Câmara”, declarou Martello.

Martello chegou a informar que havia 911 requerimentos para votação e que em fevereiro e março a Câmara aprovou apenas 14. Diante da decisão, Geleia protestou: “Se for preciso, vou à Justiça, como vereador eleito tenho direito de apresentar requerimentos, de exercer meu papel de parlamentar, a Constituição é maior que qualquer regimento interno, pelo visto não existe democracia”.