A empresária goiana Kátyna Baía voltou a cobrar publicamente uma indenização da Gol Linhas Aéreas após ter sido presa injustamente na Alemanha, em 2023. Ela e a companheira, Jeanne Paolini, passaram 38 dias detidas depois que tiveram suas malas trocadas por bagagens contendo drogas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Kátyna afirmou que, mesmo após quase três anos do episódio, a empresa não tentou որևէ acordo com o casal. Segundo ela, os impactos da prisão ainda são profundos, com consequências emocionais, psicológicas, sociais e financeiras.
De acordo com investigações da Polícia Federal, uma funcionária envolvida no esquema teria recebido malas com drogas que foram etiquetadas com os nomes das vítimas. A responsável foi julgada e condenada, mas, segundo Kátyna, a companhia aérea não assumiu responsabilidade pelos danos causados.
Após a prisão, a Polícia Federal começou a investigar o caso e achou indícios de que elas não estavam levando cocaína para a Alemanha. Na época, a superintendente da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, explicou o que aconteceu.
“Elas embarcaram com malas contendo menos de 20kg e foi identificado no aeroporto da Alemanha 20kg de entorpecentes em cada uma das bagagens. Elas afirmaram que as malas não eram delas”, esclareceu a delegada.
Com a apuração, foi identificado que funcionários terceirizados do Aeroporto Internacional de Guarulhos trocavam etiquetas de malas para enviar droga para o exterior. Na época, seis pessoas foram presas.
Kátyna destacou que o casal só conseguiu retornar ao Brasil após a apuração do caso e o trabalho da defesa. Ela também alertou que situações semelhantes ainda podem ocorrer, reforçando a importância de responsabilização.



