Ronaldo Ferreira, 20, foi detido por policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher de Guarulhos. Dias após ser solto, a Justiça de São Paulo determinou a nova prisão após um pedido do Ministério Público.
O caso havia gerado forte repercussão após a divulgação de vídeos que mostram a vítima sendo atacada dentro do condomínio, o que provocou indignação e mobilização nas redes sociais.
De acordo com as informações, o agressor voltou a ser detido após desdobramentos do caso. Ele já havia sido preso anteriormente, mas acabou sendo solto, o que gerou críticas e questionamentos sobre a condução do processo.
A nova prisão ocorre em meio ao avanço das investigações e medidas judiciais relacionadas ao episódio.
A nova prisão foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que acolheu recurso do Ministério Público contra a liberdade provisória concedida ao suspeito. Na decisão, o desembargador Paulo Sorci considerou que, apesar de a liberdade ser a regra, o caso apresenta gravidade e risco à vítima, o que justifica a medida.
De acordo com o magistrado, há possibilidade de o investigado, em liberdade, “reiterar condutas violentas contra a vítima ou mesmo se evadir”, o que poderia comprometer a ordem pública, a integridade física e psicológica da mulher e a aplicação da lei penal. O caso ainda será analisado pelo colegiado da 2ª Câmara de Direito Criminal.
No recurso, o MPSP argumentou que a manutenção da liberdade de Ferreira trazia riscos à ordem pública e à integridade física da vítima, Byanca Aparecida dos Santos, também de 20 anos. O promotor também alegou que a soltura do agressor poderia encorajar novas condutas violentas por parte dele, além de considerar que havia risco de fuga do investigado, sobretudo, devido à repercussão das imagens da agressão.
Caso é investigado
A ocorrência é tratada como violência contra a mulher e segue sob apuração das autoridades. A vítima recebeu atendimento e o caso continua sendo acompanhado pelos órgãos responsáveis.
A legislação brasileira prevê punições mais severas em casos de agressão no contexto de violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha.
O caso teve ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, principalmente pela gravidade das imagens registradas. A nova prisão é vista como um desdobramento importante na responsabilização do agressor.



