Estadão

Ibovespa ensaia recuperação, mas sucumbe ao exterior negativo e volta a cair

Depois de ter subido até 0,76%, embalada em boa parte pelos ganhos das ações da Petrobras, o Índice Bovespa perdeu fôlego e passou a operar em terreno negativo. Se não conseguir uma recuperação nesta terça-feira, 15, a bolsa brasileira irá registrar sua 11ª queda consecutiva.

Segundo João Piccioni, analista da Empiricus Research, o cenário internacional segue como principal referência do mercado brasileiro, o que pesa negativamente hoje.

"Os últimos dados da China mostram que a segunda maior economia do mundo caminha para uma dinâmica econômica muito pior do que se esperava, e as medidas para corrigir essa dinâmica parecem não fazer mais efeito", afirma o profissional.

Piccioni também menciona o resultado das vendas no varejo nos Estados Unidos, que ficaram acima do esperado e redobraram a atenção do investidor quanto à possibilidade de o Federal Reserve ter de continuar a apertar a política monetária nos Estados Unidos.

No cenário doméstico, se o aumento dos combustíveis dá fôlego às ações da Petrobras, por outro lado, diversas casas de análise elevaram suas projeções para inflação. Com isso, ações de empresas mais sensíveis a política monetária do Banco Central são penalizadas pelo temor de um afrouxamento monetário mais brando que o esperado.

Às 11h30, o Ibovespa tinha 116.619,40 pontos, na mínima do dia, em baixa de 0,16%.

Petrobras ON e PN subiam 2,59% e 3,00%, já distantes das máximas do dia, quando subiram mais de 4%.

Vale ON perdia 0,48%. Gol PN caía 14,74% e era maior queda do Ibovespa, por conta do aumento de gastos a partir do aumento dos preços dos combustíveis.

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