O inverno começa oficialmente às 5h25 deste domingo, 21 de junho, e seguirá até 22 de setembro. Para Guarulhos, a Região Metropolitana de São Paulo, o Estado de São Paulo e grande parte do Sudeste, a estação deverá manter suas características tradicionais: temperaturas mais baixas, redução das chuvas, aumento dos períodos de estiagem e queda da umidade relativa do ar.
Apesar da chegada da estação mais fria do ano, os meteorologistas alertam que isso não significa frio constante. A tendência é de alternância entre massas de ar polar, responsáveis pelas quedas bruscas de temperatura, e períodos mais quentes, conhecidos popularmente como “veranicos”. Além disso, a influência do fenômeno El Niño pode deixar as temperaturas médias acima do normal em parte do inverno de 2026.
Como deve ser o inverno em Guarulhos e na Grande São Paulo
Historicamente, os meses de inverno são os mais secos do ano na região metropolitana.
A expectativa dos institutos meteorológicos é que julho e agosto apresentem longos períodos sem chuva significativa, cenário que favorece:
- Baixa umidade do ar;
- Acúmulo de poluentes;
- Aumento de problemas respiratórios;
- Maior ocorrência de queimadas em áreas de vegetação;
- Formação de nevoeiros nas primeiras horas da manhã.
Em Guarulhos, as madrugadas devem registrar temperaturas frequentemente entre 8°C e 13°C durante as incursões de ar polar mais intenso.
Nos bairros mais elevados da cidade e em áreas próximas à Serra da Cantareira, os termômetros podem registrar marcas ainda menores em alguns dias de julho e agosto.
Já durante as tardes, os termômetros podem facilmente superar os 24°C ou até 27°C, especialmente em períodos sem frentes frias.
Chuva deve ficar abaixo da média
Uma das características mais marcantes do inverno paulista é a diminuição das precipitações.
Segundo projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Estado de São Paulo devem registrar volumes de chuva abaixo da média histórica para o período.
Isso não significa ausência total de chuva.
Frentes frias vindas do Sul podem provocar episódios pontuais de precipitação, principalmente entre junho e julho, mas a tendência predominante é de tempo seco.
Qualidade do ar exige atenção
A combinação entre estiagem, poluição e falta de ventos mais intensos costuma provocar piora na qualidade do ar em grandes centros urbanos.
Em Guarulhos e na capital paulista, a situação é agravada pela intensa circulação de veículos e pela proximidade com importantes rodovias.
Segundo especialistas, os grupos mais vulneráveis são:
- Crianças;
- Idosos;
- Pessoas com asma;
- Pacientes com bronquite;
- Pessoas com doenças cardiovasculares.
Problemas respiratórios tendem a aumentar
Com a queda das temperaturas, o ar mais seco e a permanência das pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus respiratórios.
Tradicionalmente, os atendimentos relacionados a:
- Gripe;
- Resfriados;
- Sinusite;
- Rinite;
- Bronquite;
- Pneumonia
aumentam durante os meses de inverno.
A recomendação é reforçar a hidratação, manter ambientes ventilados e atualizar a vacinação contra a gripe.
Haverá ondas de frio?

Embora a previsão indique temperaturas médias acima da normalidade em alguns períodos, o inverno continuará sendo marcado pela passagem de massas de ar polar.
Esses sistemas podem provocar quedas bruscas de temperatura em poucos dias.
Nas áreas mais altas do Estado de São Paulo, como a Serra da Mantiqueira, não estão descartados episódios de geada durante julho e agosto.
Agricultura acompanha risco de estiagem
O inverno também é acompanhado com atenção pelo setor agrícola paulista.
A redução das chuvas pode afetar:
- Pastagens;
- Hortaliças;
- Produção de café;
- Culturas de inverno.
Ao mesmo tempo, os dias mais secos costumam favorecer algumas etapas da colheita em determinadas regiões do Estado.
O que esperar dos próximos meses?
Para Guarulhos e a Região Metropolitana, o cenário mais provável para o inverno de 2026 inclui:
✔ Madrugadas mais frias;
✔ Menor volume de chuva;
✔ Longos períodos de tempo seco;
✔ Umidade relativa do ar frequentemente abaixo de 40%;
✔ Maior incidência de doenças respiratórias;
✔ Possíveis ondas de frio entre julho e agosto;
✔ Tardes amenas ou até quentes em alguns períodos;
✔ Piora da qualidade do ar durante episódios de estiagem.
Serviço: como se proteger no inverno
- Beba água regularmente, mesmo sem sentir sede;
- Evite atividades físicas intensas nos horários mais secos do dia;
- Mantenha ambientes ventilados;
- Utilize umidificadores ou recipientes com água em locais fechados;
- Atualize a vacinação contra a gripe;
- Redobre os cuidados com crianças e idosos durante as ondas de frio.
Quando termina o inverno?
O inverno de 2026 termina em 22 de setembro, quando terá início a primavera no Hemisfério Sul.

