Estadão

Investimento Direto no País soma US$ 4,483 bi em maio, mostra BC

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 4,483 bilhões em maio, informou nesta sexta-feira, 26, o Banco Central. No mesmo período do ano passado, o montante havia sido de US$ 2,233 bilhões.

O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 2,000 bilhões a US$ 5,500 bilhões, mas acima da mediana de US$ 3,000 bilhões.

Apesar da nova atualização, as estatísticas do setor externo continuam defasadas devido à greve dos servidores do BC, encerrada no início de julho. Neste momento, normalmente, os dados de julho já estariam disponíveis.

<b>Acumulados</b>

No acumulado do ano até maio, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 39,710 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 55 bilhões. A projeção foi mantida no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.

No acumulado dos 12 meses até maio deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 60,021 bilhões, o que representa 3,45% do Produto Interno Bruto (PIB).

<b>Investimento em ações</b>

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou negativo em US$ 3,452 bilhões em maio, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 2,155 bilhões. No acumulado do ano até maio, o saldo ficou positivo em US$ 7,231 bilhões.

Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou positivo em US$ 267 milhões em maio. No mesmo mês do ano passado, ele havia sido positivo em US$ 217 milhões. No acumulado do ano até maio, os fundos registram saídas líquidas de US$ 735 milhões.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou negativo em US$ 702 milhões em maio. No mesmo mês do ano passado, havia ficado positivo em US$ 3,090 bilhões. No acumulado de 2022 até maio, o saldo em renda fixa ficou negativo em US$ 10,605 bilhões.

<b>Taxa de rolagem</b>

O Banco Central informou também que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 88% em maio. Esse patamar significa que não houve captação de valor em quantidade suficiente para rolar compromissos das empresas no período. O resultado ficou acima do verificado no quinto mês do ano passado, quando a taxa havia sido de 85%.

De acordo com os números apresentados nesta sexta pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 100% em maio. Em igual mês de 2021, havia sido de 70%. Já os empréstimos diretos atingiram 87% no quinto mês do ano, ante 103% de maio de 2021.

No acumulado do ano até maio, a taxa de rolagem total ficou em 107%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 32% e os empréstimos diretos, de 129% no período.

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