Economia

Juros futuros terminam perto das mínimas ajudados por decisão do TCU

Os juros terminaram a sessão desta quarta-feira, 26, perto das mínimas, influenciados pela perda de força do dólar, por uma realização de lucros e também pela notícia de que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu mais 15 dias de prazo para o governo se explicar sobre as possíveis irregularidades nas contas de 2014.

No fechamento da sessão regular do mercado de juros, o contrato para janeiro de 2016 marcou 14,245%, de 14,255%. O DI para janeiro de 2017 ficou em 13,96%, de 14,11%, o de janeiro de 2019 em 13,83%, de 14,03%, enquanto o DI para janeiro de 2021 marcou 13,76%, de 13,95%.

Pela manhã, as taxas operaram com volatilidade e chegaram a acompanhar a alta do dólar, também repercutindo as incertezas políticas domésticas. O dólar balcão encerrou o dia em alta de 0,31%, a R$ 3,6030, maior preço desde os R$ 3,6050 de 25 de fevereiro de 2003.

À tarde, no entanto, os juros reduziram o passo após as declarações do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, num movimento pari passu com o dólar. Segundo ele, diminuíram as chances de o aperto monetário começar em setembro. Em suas palavras: o ajuste ficou menos convincente no próximo mês. A China tem levantado dúvidas sobre quando o BC norte-americano vai de fato apertar sua política monetária.

As taxas bateram mínimas após decisão do TCU e algumas chegaram a se sustentar no piso da sessão no fechamento. O TCU decidiu conceder mais 15 dias para que o governo se explique sobre possíveis irregularidades nas contas de 2014, as chamadas pedaladas fiscais. O prazo, novamente renovado, agora se estende até 11 de setembro.

A sabatina do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ser reconduzido ao cargo, na CCJ do Senado, chegou a gerar burburinho quando o senador Fernando Collor fez perguntas, já que ele foi denunciado pelo procurador e chegou a agredi-lo verbalmente. Mas isso não fez preço nos ativos.