O caso de Byanca Aparecida dos Santos, agredida pelo ex-companheiro dentro de um elevador em um prédio comercial na Avenida Salgado Filho, ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (19). O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva do suspeito, que havia sido solto dois dias após ser preso em flagrante.
A decisão liminar foi proferida pelo desembargador Paulo Sorci, após recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo. O órgão contestou a liberdade concedida durante audiência de custódia, quando o homem havia sido liberado mediante medidas cautelares, como a proibição de contato com a vítima.
O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (16) e foi registrado por câmeras de segurança. Conforme já noticiado pelo GWeb, a vítima foi perseguida pelo ex-companheiro desde o momento em que chegava ao trabalho, por volta das 9h. Mesmo após tentar evitar o contato, pedindo que o motorista de aplicativo desse uma volta no quarteirão, ela foi surpreendida ao retornar ao prédio, onde o agressor já a aguardava. Na sequência, o homem invadiu o edifício, conseguiu ultrapassar a entrada e a perseguiu até o elevador.
Após o ataque, o suspeito fugiu antes da chegada dos seguranças. A Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada e registrou a ocorrência. Ainda no mesmo dia, ele foi localizado no local de trabalho e preso em flagrante.
A vítima foi levada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde solicitou medida protetiva e passou por exame de corpo de delito. O caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal, e o agressor permaneceu preso inicialmente.
No entanto, durante audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, decisão que gerou questionamentos, diante da gravidade das imagens e do risco à vítima.
Ao analisar o recurso, o Tribunal de Justiça entendeu que há possibilidade de reiteração da violência e risco à integridade física e psicológica da mulher. Na decisão, o relator destacou que a liberdade, neste caso, poderia comprometer a ordem pública e a aplicação da lei penal.
Com isso, foi determinada a expedição de mandado de prisão preventiva contra o investigado. O caso ainda será analisado pelo colegiado da 2ª Câmara de Direito Criminal.
As autoridades seguem acompanhando o caso, que reforça o alerta para situações de violência contra a mulher. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais, como o 190, da Polícia Militar, e o 180, central de atendimento à mulher.



