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Meio Ambiente

Limpeza e desinfecção de caixas d’água

No Brasil e em outros países em desenvolvimento o uso do reservatório domiciliar para armazenamento de água – mais conhecido como caixa d’água - é muito comum


Ninguém se imaginaria, por exemplo, ficar sem o objeto em casa, ainda mais que diversas regiões do país sofrem com o racionamento de água. Nos Estados Unidos, por exemplo, não usam a caixa d’água, assim como países da Europa e no Canadá. A falta do objeto nessas regiões tem explicação: os países desenvolvidos não usam caixa d’água porque consideram que ela é foco de contaminação de doenças como o cólera, diarréia, entre outras.


Por diversas vezes, presenciei famílias contaminadas com a parasita giárdia. E a culpa não é da água fornecida pelo serviço público, que geralmente é de boa qualidade, mas sim do reservatório.


Nos Estados Unidos o abastecimento de água é direto. A água da rede pública, que possui grande pressão, chega a todos os pontos de uma residência.  Já no Brasil, quebra de tubulações, interrupções no abastecimento de água, associado aos raros recursos injetados no setor de abastecimento, torna importante que toda a casa tenha uma caixa d’água.


Por isso mesmo é sempre importante que façamos, pelo menos uma vez por ano, a limpeza e a desinfecção das caixas d’águas.


E realizar a limpeza e a desinfecção para reservatórios de 5.000 litros não é difícil. Fecha-se a saída e a entrada de água e se limpa as paredes da caixa com uma escova e depois se faz à desinfecção utilizando um litro de água sanitária em 1000 litros de água, que deve ficar parada durante, pelo menos, duas horas. Logo depois, esvazie a caixa d’água.


Vale ressaltar a importância de mantermos os reservatórios cobertos por uma tampa, pois é comum a presença de restos de pássaros nestes objetos. Em prédios, por exemplo, existem casos de aparecimento de ratos que chegam, até mesmo, a entupir os encanamentos de água.


Para os reservatórios maiores que 5.000litros é importante utilizar os serviços de empresa especializada.


Quem tiver alguma dúvida sobre o procedimento de limpeza e desinfecção, pode consultar o SAAE de Guarulhos, que fornecerá, gratuitamente, folhetos explicativos sobre o assunto.


*Plínio Tomaz, 66, é engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP, ex-superintendente e diretor do SAAE, e ex-funcionário do Ministério das Minas e Energia. Atualmente, é conselheiro do CREA-SP, diretor de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da ACE-Guarulhos, coordenador do projeto de norma da ABNT para aproveitamento da chuva e assessor especial de meio ambiente da OAB-Guarulhos.


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