Estadão

Lula: Temos que ver onde erramos para Brasil voltar a ser a sexta economia do mundo

O País precisa ver onde errou para conseguir voltar a ser a sexta maior economia do mundo, afirmou há pouco o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula afirmou ter orgulho de dizer que o Brasil viveu o melhor momento da indústria automobilística durante seus mandatos, mas salientou que não consegue entender a evolução do cenário do setor.

"Quando eu deixei a presidência, a última conversa que eu tive com a Anfavea era de que em 2015 estaríamos produzindo seis milhões de carros. Estamos em 2025 e estamos produzindo quase metade do que produzíamos em 2010. Quem errou?", questionou. "Foram vocês que desconfiaram do Brasil ou o Brasil que deixou de fazer o que deveria ser feito?".

O presidente defendeu que é preciso "andar para frente sem olhar para trás" e que o governo tem compromisso com "tecnologia nova, inovação, geração de empregos, aumento da massa salarial, e, portanto, com a venda de mais produtos e mais exportação."

Lula ainda afirmou que é preciso que o País aprenda ser grande e vá ao exterior vender produtos. "Fico imaginando como os vizinhos do Brasil compram um carro de 12 mil quilômetros de distância enquanto estamos aqui", disse. Ao se dirigir ao vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula declarou que 2024 é "o ano da viagem".

<b> Indústria passou a ter confiança no Brasil </b>

O presidente afirmou que a indústria passou a ter confiança no Brasil, diante, segundo ele, da segurança jurídica e da estabilidade econômica e social promovidas no último ano de governo. Lula também declarou ter carinho especial por setores que crescem e geram oportunidades, ao comentar os incentivos dados à indústria automotiva anunciados no fim do ano passado.

Em discurso na nova sede da Anfavea, o presidente destacou que a conquista da credibilidade pelo governo foi crucial para esse ganho de confiança, além da estabilidade jurídica do País.

"Se Haddad vai negociar a política tributária dentro do Congresso Nacional e não passar credibilidade na proposta e não receber credibilidade dos interlocutores, as coisas não vão dar certo", disse Lula, que em seguida defendeu que ninguém acreditava que seria possível passar a reforma tributária em um Congresso adverso, mas que a aprovação foi possível a partir da construção de uma relação civilizada e democrática.

<b>Salão do Automóvel</b>

Lula da Silva pediu para que as montadoras retomem o Salão do Automóvel. O presidente defendeu que o evento é um espaço para fazer negócios e disse que "adorava ir à feira".

O mandatário afirmou que não é possível um País do tamanho do Brasil não ter um salão. "O Salão do Automóvel está para o povo brasileiro como a corrida estava quando o Ayrton Senna era vivo."

O presidente frisou que o evento é uma oportunidade para atrair visitantes de países para os quais o Brasil deseja exportar. "É importante que o ministro da Indústria convide muita gente para ir vê-lo e convide os ministros da Indústria e do Comércio de outros países", disse. "Quem quer vender precisa mostrar".

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