Estadão

É melhor ser mais afiado no ritmo de aperto nos juros, diz dirigente do Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, James Bullard, argumentou que é melhor ser mais "afiado" agora no ritmo do aperto, a fim de garantir que a inflação seja controlada nos Estados Unidos ainda em 2023. Durante entrevista à emissora CNBC, ele mencionou o risco de que a inflação não recue, mas volte a acelerar, o que forçaria o Fed a apertar mais a política monetária, a fim de não arrastar durante anos a batalha contra a inflação acima da meta. "Vamos ser afiados agora, vamos controlar a inflação em 2023", disse.

Sem direito a voto nas decisões de política monetária deste ano, Bullard disse que a economia americana está "mais forte" do que antes previa, com um mercado de trabalho robusto. Nos mercados, ele vê "basicamente uma reprecificação em andamento", com expectativa de aperto monetário para conter a inflação.

Ao mesmo tempo, comentou que os mercado podem estar exagerando o risco de uma recessão no país em 2023. E mencionou a retomada econômica na China e o fato de que a economia da Europa não mostra quadro tão ruim quanto antes temido.

Bullard afirmou que é importante subir mais os juros, mas complementou que vê uma "boa chance" de que o Fed tenha sucesso na meta de conter a inflação. A taxa terminal para os juros do dirigente é de 5,375%.

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