Internacional

Morte de Ali Khamenei desencadeia nova onda de ataques no Oriente Médio e eleva risco de guerra regional

Domingo (1º/03), por volta de meio-dia no Brasil, o Oriente Médio vive um dos momentos mais tensos dos últimos anos, após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, escaladas de ataques e contra-ataques entre Teerã, Washington e Tel Aviv, com reflexos em vários países da região.

A situação segue em rápida evolução, com combates contínuos, retórica beligerante e um cenário regional que agrava temores de conflito generalizado.

Morte de Ali Khamenei e reação iraniana

A televisão estatal do Irã confirmou neste domingo que Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, foi morto em um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel no sábado (28/02).

O ataque foi parte de uma ofensiva militar combinada, descrita como a maior operação contra o Irã em décadas, com centenas de alvos militares atingidos em todo o país.

O governo iraniano declarou um período oficial de luto de 40 dias, além de sete dias de feriados, e descreveu a morte de Khamenei como “martírio”, intensificando apelos por vingança.

As forças armadas e a elite da Islamic Revolutionary Guard Corps prometeram uma “ofensiva histórica” contra alvos israelenses e bases americanas na região em retaliação às ações que levaram à morte do líder.

 Nova rodada de ataques e incursões

Enquanto o Irã se prepara para retaliar de forma ainda mais ampla, forças israelenses lançaram neste domingo uma nova série de ataques aéreos em alvos dentro de território iraniano, incluindo áreas no centro de Teerã, segundo autoridades militares de Tel Aviv.

O Exército israelense declarou que pretende manter pressão sobre as defesas iranianas e “dominar o espaço aéreo” da região, abrindo caminho para múltiplas operações.

O Irã já disparou mísseis e drones contra posições em Israel e bases americanas no Golfo e em países vizinhos, incluindo nações que hospedam tropas dos EUA ou têm relações estratégicas com Washington e Tel Aviv, como Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein e Arábia Saudita.

 Mortes e impacto civil

Relatórios independentes e de mídia estrangeira sugerem que as operações de fim de semana resultaram em centenas de mortes civis e militares em solo iraniano, com relatos de vítimas em áreas urbanas e até em escolas durante os ataques.

Em Teerã, além de Khamenei, foram confirmadas mortes de altos funcionários militares e assessores próximos ao ex-líder, deixando o aparelho de comando do país enfraquecido e gerando ainda mais incertezas quanto à sucessão política.

 Reações internacionais e diplomacia em alerta

Líderes mundiais reagem com preocupação à escalada.

• O presidente Vladimir Putin condenou a morte de Khamenei como “assassinato cínico” e criticou os ataques, mas ofereceu poucas ações além de condolências formais, refletindo uma posição cautelosa de Moscou frente ao conflito.

• Organizações internacionais, incluindo a United Nations, têm debatido a crise em sessões de emergência, destacando o risco de uma “cadeia incontrolável de eventos” se o conflito se expandir além das fronteiras do Irã e de Israel.

Reflexos econômicos e regionais

O fechamento do estreito de Hormuz, principal corredor do petróleo global, passou a ser relatado como uma consequência das hostilidades, elevando temores de volatilidade no mercado de energia mundial.

Companhias aéreas, autoridades e empresas de transporte continuam monitorando o espaço aéreo e as rotas marítimas, já influenciados pelo clima de tensão e risco ampliado.

 Situação

• A morte de Khamenei foi oficialmente confirmada.
• Retaliações iranianas continuam em múltiplos países do Oriente Médio.
• Israel intensificou ataques aéreos, especialmente em Teerã.
• A comunidade internacional expressa apreensão com possível escalada ainda maior.

A crise no Oriente Médio segue em rápido desenvolvimento. A cada hora, novas informações sobre ofensivas, posicionamentos políticos e possíveis desdobramentos surgem, com o mundo acompanhando em alerta máximo.