Estadão

O pior dessa lesão já passou, diz o otimista Roger Federer de olho em 2022

Ilustre presença na Laver Cup em Boston, o suíço Roger Federer surpreendeu a quase todos ao aparecer no ginásio TD Garden no final de semana para acompanhar o evento de perto. Ainda se recuperando de uma terceira cirurgia no joelho, ele mesmo admitiu que não havia planejado ir aos Estados Unidos para ver o torneio de perto, que se encerrou no domingo.

"Eu não tinha certeza se poderia vir. Finalmente pensamos que seria muito bom e especial poder fazer isso sem ninguém saber. Todos estão muito felizes em me ver aqui. Eles me desejaram tudo de bom e não querem nem ver as muletas, só querem ver coisas boas e aproveitar este fim de semana", afirmou o tenista de 40 anos.

"Neste torneio vi um nível incrível de tênis, alguns jogos ótimos e isso é maravilhoso para esta competição", complementou Federer, que mostrou um misto de otimismo e cautela ao analisar a sua recuperação.

O suíço revelou ter ficado insatisfeito com seu desempenho físico neste ano e por isso resolveu operar de novo. "Tomamos uma decisão muito difícil porque eu tinha feito algumas cirurgias no joelho no ano passado, mas estava realmente infeliz com a forma como as coisas aconteceram em Wimbledon, onde estava longe do meu melhor nível físico", disse Federer.

Veio então a nova cirurgia e a recuperação que está em curso, para tentar retomar a carreira em 2022. "Agora é ir passo a passo, primeiro tenho que andar corretamente, depois correr, dar passos laterais, e trabalhar a agilidade. Depois vou começar a treinar em uma quadra de tênis, mas vai demorar alguns meses até isso, só então veremos como as coisas estão indo para o próximo ano", disse.

"Tenho que tomar meu tempo, não quero criar atalhos nem nada do tipo. Quero ter certeza de que posso fazer tudo que quero e que não há pressa. Na verdade, estou em um lugar muito bom, o pior dessa lesão já passou", finalizou o otimista Federer.