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Estadão

Opep corta previsão de oferta de petróleo no Brasil em 2021, para 3,72 mi de bpd

Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu a previsão para a oferta brasileira da commodity este ano, de 3,74 milhões de barris por dia (bpd) a 3,72 milhões de bpd. Se confirmado, o resultado equivaleria a um aumento de 50 mil bpd em relação a 2020.

Segundo o cartel, o corte da previsão acontece após a queda da oferta em agosto, de 50 mil bpd, a 3 milhões de bpd, apesar do início da produção no campo Sepia, em Santos. O grupo explica que a paralisação em outros campos, para manutenção e regulações sanitárias, forçaram a diminuição da oferta. A Opep lembra ainda que a produção na plataforma P-80 FPSO, em Búzios, só será retomada em 2022.

Para 2022, a previsão é de que a produção da commodity no Brasil suba a 3,95 milhões de bpd. A expectativa é de que o oferta se eleve devido a dois novos projetos, o campo Mero-1 (Guanabara), que estava inicialmente planejado para começar em 2021, e o Peregrino-Fase 2.

<b>PIB</b>

A Opep manteve inalteradas as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano e no próximo. Segundo relatório mensal divulgado hoje, o cartel prevê que a atividade econômica do País avançará 4,7% em 2021 e 2,5% em 2022. O documento destaca que a maior economia do América Latina tem sido apoiada pela melhora no setor de serviços, mas que os gargalos na cadeia produtiva global pesa sobre a atividade industrial. A Opep cita como riscos negativos às projeções as incertezas referentes à inflação, ao equilíbrio fiscal e também às eleições presidenciais de 2022.