Economia

Perspectiva econômica para América Latina melhora, aponta BID

As perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe estão melhorando, impulsionadas por uma economia global mais forte, posições fiscais mais sólidas, redução das pressões inflacionárias e melhores perspectivas para Argentina e Brasil, de acordo com um relatório divulgado nesta sexta-feira, 31, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Por outro lado, choques externos podem atrapalhar esta tendência.

“Esforços de reformas fiscais em alguns países tiveram sucesso em obter maior igualdade e melhorar a eficiência. As políticas monetárias nas maiores economias conseguiram manter a inflação sob controle e avaliamos que o processo de ajustes externos está próximo de ser completado na maioria dos países”, disse o economista-chefe do BID, José Juan Ruiz.

Apesar da perspectiva melhor, o relatório destaca que as vulnerabilidades externas preocupam, salientando que o impacto dos EUA na região pode cortar 0,4% dos 2,2% de crescimento previsto para Produto Interno Bruto (PIB) entre 2017 e 2019.

Entre os principais pontos negativos estão os choques comerciais e financeiros dos Estados Unidos, mesmo com a economia americana em crescimento. Diante disso, o México poderia ter um corte de 0,8% em sua taxa de crescimento potencial para três anos, reduzindo a taxa de crescimento anual de 2,2% para 1,4%. O Cone Sul e a região andina poderiam sofrer uma redução de 0,4% na taxa de crescimento anual do PIB. Os choques seriam transmitidos por uma combinação de elevações de taxas de juros e reduções do comércio global, aponta o relatório.

Ao mesmo tempo, o desempenho de Argentina e Brasil tem um grande impacto sobre a região. “Devido às interconectividades dessas economias, um ganho ou perda combinado de US$ 20 bilhões no PIB das maiores economias da América do Sul acrescentaria ou cortaria cerca de US$ 70 bilhões ao PIB da região inteira no período de três anos”, segundo o BID.

Em relação às perspectivas fiscais, o relatório estima déficit fiscal primário de 0,8% do PIB para a região, embora a realidade varie de um país para outro. Reformas tributárias poderiam levar a um aumento nas receitas fiscais de 1,2% do PIB. Espera-se que os gastos tenham uma redução de 0,8%.

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