A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Apólice Cruzada. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que operava um esquema de fraudes securitárias na Região Metropolitana de São Paulo. A ofensiva é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 4ª Divecar (Investigações sobre Furto e Roubo de Veículos).
Agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Jandira, Itapevi e Barueri. O objetivo das medidas cautelares é reunir novas provas, aprofundar o entendimento sobre a dinâmica do grupo e individualizar a participação de cada membro no esquema.
O Esquema: 42 sinistros simulados
As investigações revelaram que o grupo atuou por pelo menos sete anos, entre 2018 e 2025. Durante este período, a organização foi responsável por:
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Simulação de 42 sinistros: O grupo forjava acidentes de trânsito e comunicava falsos roubos de veículos para receber indenizações indevidas.
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79 comunicações de crimes: As fraudes foram registradas junto a dez seguradoras diferentes.
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22 envolvidos identificados: Até o momento, a polícia identificou 22 pessoas com ligação direta aos crimes.
Atuação Coordenada
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha apresentava uma estrutura organizada e profissional. Havia uma clara divisão de tarefas, com os integrantes alternando papéis e utilizando recorrentemente os mesmos endereços, contatos e veículos nas simulações. Essa repetição de padrões foi um dos pontos que permitiu à investigação evidenciar a atuação coordenada da associação criminosa.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e calcular o montante total do prejuízo causado às empresas de seguros.



