A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Tiger III, que investiga uma organização criminosa suspeita de promover cassinos virtuais não regulamentados, além de atuar com estelionato e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu na região de Piracicaba e resultou no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do interior paulista.
Influenciadores eram usados para divulgar plataformas ilegais
As investigações são conduzidas pelo Setor de Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), ligado à Divisão Especializada de Investigações Criminais de Piracicaba (Deic).
Segundo a polícia, 12 pessoas com idades entre 20 e 32 anos são investigadas por integrar uma rede estruturada que utilizava influenciadores digitais com grande alcance nas redes sociais para divulgar plataformas de jogos online ilegais.
De acordo com as apurações, os suspeitos induziriam seguidores ao erro, exibindo supostos ganhos elevados e ostentando dinheiro em espécie para atrair novos usuários.
Operação cumpriu mandados em seis cidades
Os mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em 20 endereços nas cidades de:
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Piracicaba
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Capivari
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São Pedro
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Americana
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Limeira
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Cordeirópolis
Durante a operação foram apreendidos:
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seis carros
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duas motocicletas
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joias
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dinheiro em espécie
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celulares e dispositivos eletrônicos, que serão analisados pela perícia.
Investigação mira esquema financeiro
Segundo o delegado Ivan Luis Constâncio, da Deic de Piracicaba, o foco da investigação é combater fraudes que atingem diretamente a economia popular.
De acordo com ele, a estrutura criminosa envolve também fintechs e facilitadoras de pagamento, responsáveis por intermediar o fluxo financeiro entre apostadores, influenciadores e as plataformas ilegais.
As investigações já identificaram movimentações de aproximadamente R$ 2,2 milhões, valor que agora está sendo analisado para identificar a origem e os beneficiários finais do esquema.

Estrutura criminosa pode ser maior
A fase anterior da operação revelou que o grupo utilizava um modelo baseado em promoção enganosa, estrutura de pirâmide e uso de plataformas financeiras pouco rastreáveis.
A análise de dados telemáticos indicou ainda que o núcleo investigado em Piracicaba pode fazer parte de uma rede criminosa maior, que opera de forma interligada utilizando diferentes influenciadores e plataformas de apostas.



