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Polícia faz reconstituição de morte de tenente-coronel e fala em latrocínio

Embora ainda não tenha concluído a investigação sobre o crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro está convencida de que o tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, de 48 anos, foi morto no dia 26 por criminosos que planejavam roubar o carro em que ele estava, no Méier, na zona norte da capital fluminense. Nesta quinta-feira, 9, o delegado Fábio Cardoso, da Delegacia de Homicídios da capital, responsável pela investigação, comandou uma reprodução simulada do crime, ocorrido na Rua Hermengarda.

O coronel, que comandava o 3º Batalhão da PM (Méier), voltava de uma cerimônia no 23º Batalhão (Leblon, na zona sul) e estava fardado, em um carro descaracterizado dirigido por outro PM, este vestido à paisana, por volta das 11h30 do dia 26.

Os criminosos saíram de um Audi imediatamente à frente do veículo em que os policiais estavam e trocaram tiros com os PMs. Teixeira foi baleado no peito e morreu enquanto recebia atendimento no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. O cabo Nei Filho, que dirigia o veículo, também foi baleado, mas sobreviveu. Nesta quinta-feira, ele participou da reconstituição, assim como outras duas testemunhas do crime.

“A simulação foi para apurar se os bandidos atiraram contra o carro do coronel simplesmente por perceberem que eram policiais militares ou porque acharam que os policiais iriam reagir contra o roubo”, afirmou o delegado Cardoso ao site G1.

Ele acredita na segunda hipótese. “Quando perceberam que os ocupantes iriam reagir, os criminosos resolveram atirar para consumar o latrocínio (roubo seguido de morte)”, disse o delegado.

Um suspeito de participar do crime foi preso e outros já foram identificados, mas ainda não localizados.

“Desde o início das investigações, todas as diligências realizadas como oitiva de testemunhas, perícia de local e reprodução simulada, demonstram, até o momento, tratar-se de latrocínio”, informou a Polícia Civil, em nota. Para a reprodução, a Rua Lins de Vasconcelos foi interditada nas imediações do cruzamento com a Rua Hermengarda.

Acerto de contas

A conclusão a que a Polícia Civil está chegando contrasta com afirmação feita em outubro pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim. “Esse coronel que foi executado ninguém me convence que não foi acerto de contas. Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana (na verdade, o oficial da PM estava fardado), num carro descaracterizado”, disse o ministro.

Na ocasião, o ministro também afirmou que “os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”. A família de Teixeira já afirmou que vai tomar medidas judiciais contra o ministro.

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