Estadão

Posição da China sobre guerra é justa, diz ministro chinês

O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país mantém uma posição sobre a guerra na Ucrânia "justa, objetiva e compatível com os interesses da maioria das nações", e alertou que Pequim não vai aceitar qualquer pressão externa. Os comentários vieram após conversa entre o presidente chinês, Xi Jinping, e sua contraparte americana, Joe Biden, na última sexta-feira (18).

"A China continuará a fazer julgamentos de forma independente e autônoma, de acordo com os méritos da própria questão, e de forma objetiva e imparcial. Nunca aceitaremos qualquer coerção e pressão externa e nos oporemos a quaisquer acusações e suspeitas infundadas contra a China", declarou o premiê a repórteres na noite de ontem, segundo comunicado do ministério.

"A China sempre foi uma força para salvaguardar a paz mundial. sempre defendemos a manutenção da paz e nos opomos à guerra. Isso está enraizado não apenas nas tradições históricas e culturais da China, mas também na sua política externa consistente", acrescentou Yi.

Segundo o ministro, Xi Jinping sugeriu a Biden uma solução para a guerra que consiste em "promover o diálogo entre as partes, cessar-fogo e acabar com a guerra o mais rápido possível". No longo prazo, o presidente chinês recomendou "abandonar a mentalidade de Guerra Fria, abster-se da confrontação entre blocos, e formar uma arquitetura de segurança regional equilibrada, efetiva e sustentável", de forma a atingir paz e estabilidade no continente europeu.

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