Estadão

Precisamos ser cada vez mais duros contra assédio com as mulheres, diz Lula no 1º de maio

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta segunda-feira, 1º de maio, ser preciso maior fiscalização em relação aos casos de assédio contra as mulheres, em meio às denúncias envolvendo a Petrobras e a Caixa Econômica. Em mais um discurso de defesa das mulheres no ambiente de trabalho, Lula ressaltou o trabalho do governo em garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

"Precisamos ser cada vez mais duros contra o assédio contra as mulheres. É uma vergonha a falta de respeito com as nossas companheiras mulheres no local de trabalho, ônibus, trem, metrô, e inclusive nas piadas", declarou o presidente da República, em ato do Dia do Trabalhador no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. "É importante que a gente veja a mulher como nossa semelhante igual com o mesmo direito."

Nesta semana, a presidente da Caixa, Maria Rita Serrano, afirmou que o banco entrará com ação na Justiça contra Pedro Guimarães, ex-presidente da instituição, para pedir o ressarcimento de valores que o banco vai ter que pagar em função de acordo com a Justiça do Trabalho em processo envolvendo as denúncias contra Guimarães de abuso sexual.

Já a Petrobras anunciou que irá disponibilizar um serviço de atendimento psicológico 24h para acolhimento e orientação em casos de assédio e importunação sexual, que cresceram nos últimos anos.

Em fala, Lula também relembrou que assinou Projeto de Lei (PL), enviado ao Congresso Nacional, para garantir a igualdade salarial, em 8 de março, comemorado Dia Internacional das Mulheres. "Não é possível que depois de tantos milênios de existência da humanidade, a gente ainda seja tratado como se a mulher fosse um ser inferior", declarou. "Pela primeira vez, vamos garantir de verdade que a mulher ganhe o mesmo salário do homem."

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