Estadão

Presidente do BoE afirma que não há necessidade de cortar juros rapidamente em 2024

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, afirmou nesta terça-feira, 20, que não há necessidade de cortar juros rapidamente neste ano, apesar de admitir a possibilidade de que redução das taxas ocorra em 2024. "Lentamente e de forma estável ganharemos a batalha contra a inflação", pontuou.

"O mercado está consolidando cada vez mais a precificação de cortes em 2024, e não acredito que seja uma decisão irracional. Mas não podemos endossar este movimento, uma vez que não sabemos quando ou quanto cortaremos os juros", observou Bailey, em testemunho no Parlamento do Reino Unido.

Segundo ele, o quadro da economia ainda é incerto e existem muitos riscos para pressões inflacionárias, como as tensões geopolíticas globais. Bailey defendeu que o banco central não deseja provocar uma recessão no Reino Unido, destacando que a atividade teve uma contração "relativamente fraca" em 2023 mesmo em meio ao ciclo de aperto monetário. "Nosso alvo é baixar a inflação", reiterou, acrescentando que a estabilidade de preços é essencial para garantir o crescimento saudável da oferta e da produção.

Ele afirmou que, no momento, a questão mais importante para o banco central é por quanto tempo manter o nível restritivo da política monetária. O dirigente argumenta que ainda são necessárias convincentes de redução sustentada da inflação, especialmente no setor de serviços. "Projetamos que inflação voltará à meta de 2%, porém, o desafio será mantê-la neste nível", ponderou.

Também presente no evento, a dirigente do BOE Megan Greene comentou que o risco de reduzir cedo demais as taxas de juros, arriscando acelerar a inflação novamente, é muito pior do que o risco de esperar para começar flexibilização monetária.

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