Economia

Pressionado por China, dólar abre em forte alta

O temor com a desaceleração da China e seus efeitos na economia global continua a influenciar os negócios e o dólar abriu em forte alta no mercado à vista nesta segunda-feira, 24, pressionado pelo tombo das commodities e das moedas de países emergentes e exportadores de matérias-primas hoje no exterior.

A Bolsa de Xangai, a principal do país, caiu 8,5% nesta segunda-feira, em meio à frustração de investidores que esperavam que o Banco Central chinês (PBoC) adotasse novas medidas para apoiar o sistema financeiro durante o fim de semana. Internamente, as incertezas no campo político justificam parte da demanda defensiva, reforçadas por comentários de que o vice-presidente, Michel Temer, poderia deixar a articulação do governo Dilma Rousseff.

Às 9h40, o dólar à vista no balcão desacelerava a alta para 1,80%, negociado a R$ 3,5560, depois de abrir com valorização de 2,03%, cotado a R$ 3,5640. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar para setembro subia 1,60%, a R$ 3,5660. A desaceleração da economia da China também deixa aberta a possibilidade de adiamento do início do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos. Por isso, o dólar também recua ante o euro e o iene nesta segunda-feira.

Nos mercados acionários, os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias renovam mínimas também diante de preocupações com a desaceleração da China. Às 9h33, no pré-mercado, o Nasdaq caía 4,96%, o Dow Jones perdia 3,75% e o S&P 500 recuava 3,40%.

Na Europa, a Bolsa de Frankfurt tinha queda de 4,34%, Paris recuava 4,58% e Londres perdia 4,04%. As mineradoras despencam aos menores níveis em vários anos na Bolsa de Londres nesta manhã, diante de temores em relação à demanda por commodities, como metais básicos. Em meio à onda de liquidação de ações e commodities, incluindo o petróleo, as grandes petroleiras europeias também operam em forte baixa.