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Primeira usina de dessalinização de SP será construída em Ilhabela com investimento milionário

Foto: Divulgação/Governo de SP
Foto: Divulgação/Governo de SP
A nova usina no estado faz parte do plano para transformar a água do mar em potável e abastecer milhares de moradores e turistas.

O Estado de São Paulo ganhará sua primeira usina voltada para transformar água salgada em água potável. O Sistema de Dessalinização para Abastecimento Público de Água será construído no município de Ilhabela, no Litoral Norte, uma região turística que enfrenta fortes restrições ambientais para a captação de água doce de rios e cachoeiras.

A estrutura receberá um investimento de R$ 56,4 milhões por parte da Sabesp e tem previsão de conclusão em três anos. O projeto vai ampliar o sistema produtor Água Branca, gerando uma vazão de 20 litros por segundo, o que representa um aumento imediato de 20% na oferta de água da localidade.

O abastecimento por osmose reversa vai beneficiar diretamente moradores e turistas das regiões central e norte do município insular, cobrindo o perímetro que vai de Piúva/Barra Velha até Ponta das Canas.

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Como funciona a transformação da água

Atualmente, a captação é feita em um ponto do rio onde a água ainda é totalmente doce. Com a nova tecnologia, a empresa vai retirar a água em uma área mais próxima da praia, onde a água salgada do mar se mistura com a do rio.

Para retirar o sal e as impurezas e deixar a água própria para o consumo humano, a usina usará um método chamado de osmose reversa. Esse sistema aplica uma pressão muito forte sobre a água salgada, fazendo com que ela passe por filtros especiais que seguram todo o sal.

A grande vantagem desse tipo de engenharia é que a produção não depende da ocorrência de chuvas na região, o que garante estabilidade e segurança no abastecimento público mesmo durante os períodos de seca.

Investimentos e metas de saneamento

A construção da usina em Ilhabela faz parte do cronograma de expansão dos serviços de saneamento básico após a desestatização da Sabesp. Até o ano de 2029, as quatro cidades do Litoral Norte (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba) devem receber juntas cerca de R$ 3,7 bilhões em melhorias para garantir água na torneira e tratamento de esgoto para toda a população.

Esse tipo de tratamento de águas oceânicas já é uma realidade consolidada fora do Brasil. Países com climas secos, como Israel e Arábia Saudita, são líderes nessa tecnologia e utilizam o mar como a principal fonte de água potável para os seus cidadãos.