Política

Protesto coloca em xeque segurança interna da Câmara Municipal

Fiscalizar e legislar são as principais atribuições de um parlamentar que ocupa espaço no Poder Legislativo. Entretanto, não foi bem isso que a Câmara Municipal presenciou nesta terça-feira, 08. Um protesto contra falta de estrutura em vias de bairros próximos do Taboão provocou uma verdadeira confusão e gerou insegurança no plenário da Casa de Leis.
 
Os manifestantes cobravam soluções para que o Governo Municipal pudesse pavimentar 14 das 39 vias contempladas em junho de 2014 pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Mas os ânimos se afloraram e muitos insultos foram proferidos contra os parlamentares que ali estavam. Incomodado com a situação, o vereador Eduardo Barreto (PCdoB) tentou conter os ânimos dos populares, porém, eles se revoltaram e começou uma grande confusão.
 
O incidente provocou a suspensão dos trabalhos por um período de pouco mais de 30 minutos. O GuarulhosWeb ouviu integrantes da assessoria parlamentar do vereador e presidente da Câmara, Professor Jesus (PDT). Eles afirmaram não haver a necessidade de abrir os trabalhos com a presença de profissionais de segurança. Entretanto, apontaram o cadastramento realizado na entrada do plenário como alternativa segura e eficaz. Mesmo com o incidente em curso não foi possível visualizar nenhum membro da GCM (Guarda Civil Municipal) ou Policiais Militares para conter os manifestantes.
 
“A Câmara precisa fazer o que eu disse desde o inicio da legislatura e colocar detector de metais ou ter a sua própria guarda parlamentar ou a civil. Além disso, não permitir que as pessoas adentrem ao plenário com esses equipamentos como nos campos de futebol. Isso pode se tornar uma arma aqui dentro”, explicou o vereador e vice-presidente da Câmara, Laércio Sandes (PMN).
 
O parlamentar também ressaltou a necessidade de rever determinados conceitos ou políticas de segurança para evitar a sensação de insegurança durante a realização dos trabalhos. Ele atribuiu a responsabilidade por eventuais soluções ao mandatário Professor Jesus, que preferiu não se pronunciar sobre o assunto ao final da sessão parlamentar. Em função da animosidade alguns vereadores preferiram deixar o plenário.
 
“Quem está dirigindo e os diretores da Câmara Municipal precisam se pautar melhor e cuidar dessa situação. Infelizmente houve quase uma fatalidade.  Precisa garantir a segurança de todos e por sorte não aconteceu o pior. Espera que nas próximas reuniões e sessões isso não se repita. De qualquer forma quem tem que tomar as providências é o presidente”, concluiu.