Estadão

Putin diz a Erdogan que questão de gasodutos é ato de terrorismo internacional

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou nesta quinta, 29, com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, ocasião na qual chamou a situação nos gasodutos do complexo Nord Stream de "sabotagem sem precedentes", e "ato de terrorismo internacional". Segundo comunicado emitido pelo Kremlin, Putin disse que a questão deve ser discutida de forma urgente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Hoje, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que a série de vazamentos nos gasodutos Nord Stream foi resultado de atos de sabotagem. Além disso, indicou que os ataques à infraestrutura de seus membros seriam recebidos com uma resposta coletiva da aliança militar.

No âmbito entre Turquia e Rússia, o documento diz notou-se um aumento significativo do volume de negócios do comércio. "Uma avaliação positiva foi dada à interação no setor de energia – no âmbito da implementação de contratos para o fornecimento de gás natural russo à Turquia e a construção conjunta da usina nuclear de Akkuyu", afirma o comunicado.

Putin informou ainda sobre os resultados dos referendos realizados de 23 a 27 em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhya sobre a adesão à Federação Russa. A votação teve grande rechaço internacional, e uma série de atores indicou que não irá aceitar a anexação das regiões no leste da Ucrânia. Segundo o comunicado, Putin ressaltou "que a votação ocorreu em condições de transparência, em plena observância das normas e princípios do direito internacional".

Ainda "expressou-se o apreço pela contribuição da Turquia para a realização dos acordos de Istambul sobre a exportação de grãos dos portos do Mar Negro e a exportação de produtos agrícolas e fertilizantes russos", segundo o documento. Ao mesmo tempo, "chamou a atenção para a necessidade de implementar este pacote de grãos precisamente em um complexo, incluindo a remoção de barreiras ao fornecimento de alimentos e fertilizantes da Rússia para os mercados mundiais", afirma o comunicado.

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