Cidades

Roeu a corda

O vereador Eduardo Soltur, ex-presidente da Câmara, responsável por levar o prefeiturável Miguel Martello para o PSD, legenda que comandava na cidade, teria sido atraído por outro candidato a prefeito. Coincidentemente, no feriado, já apareceu em fotos – divulgadas nas redes sociais – ao lado de Eli Corrêa Filho (DEM) e agora corre o risco até de ser expulso do partido. Para piorar a situação, nos materiais da campanha à reeleição, nenhuma alusão ao candidato do PSD.  
 
 
 
E a palavra?
 
Não é só Soltur que está deixando seu prefeiturável na mão. Candidatos a vereador desta e de outras coligações estão indo pelo mesmo caminho, numa demonstração explícita de desrespeito não só a acordos firmados, como também a palavras empenhadas. Nas redes, quem age desta forma vem sendo bastante criticado. “Se não honra compromissos durante a campanha, imagina quando estiver eleito” é a frase mais postada.
 
 
 
Canibalismo eleitoral
 
Por outro lado, prefeituráveis que vêm recebendo esses dissidentes garantem que não têm nada a ver com isso, já que apoio que chega não se nega. Talvez alguns não percebam que “pau que bate em Chico também bate em Francisco”. Ou seja, assim como tem candidato vindo, há outros caminhando em sentido oposto. Quem preferiu ficar de fora desse tipo de disputa, que não acrescenta nada a ninguém, assiste ao movimento de canibalismo eleitoral de camarote.
 
 
 
Está bom para você?
 
Processos judiciais que envolvem um órgão municipal, ligado à Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, com denúncias de uso indevido do serviço por parte de alguns funcionários e até de diretores atuais e que já passaram por lá, chegam às mãos de jornalistas da cidade e podem funcionar como uma bomba na disputa para a Prefeitura de Guarulhos.
 
 
 
Foram avisados?
 
Segundo o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, Tribunais Regionais Eleitorais de todo o País estão pedindo ao Comitê Olímpico Organizador a lista das quase 12 mil pessoas que conduziram a tocha olímpica nas semanas que antecederam os Jogos do Rio 2016. Segundo ele, “antes da chegada da tocha ao Brasil, todos os interessados em conduzi-la foram advertidos: caso pretendessem candidatar-se às eleições municipais de outubro, seriam punidos com a inelegibilidade”.
 
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