O Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica definiu a manutenção da operação na Faixa 2 dos reservatórios da Grande São Paulo ao longo de outubro. Com a decisão, coordenada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e pela SP Águas, a Gestão de Demanda Noturna (GDN) continuará sendo aplicada com duração de oito horas diárias durante o período da noite.
A permanência da restrição segue a metodologia estadual de governança hídrica. Embora o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) esteja em Faixa de Normalidade e o Sistema Cantareira tenha progredido para a Faixa de Atuação 1, as regras preveem que a flexibilização das diretrizes da Faixa 2 só ocorra quando ambos os sistemas atingirem, de forma simultânea, o nível de normalidade. Atualmente, o Cantareira opera com 41,12% de sua capacidade, marca levemente inferior aos 41,61% necessários para enquadramento na faixa superior.
Chuvas acima da média histórica e recuperação dos reservatórios
As intensas precipitações registradas em setembro impulsionaram a recuperação dos mananciais que abastecem a região metropolitana. Os índices pluviométricos superaram significativamente as médias históricas para o mês:
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Sistema Cantareira: Registrou 282,5 mm de chuva (358,3% da média climatológica de 78,8 mm).
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Sistema Integrado Metropolitano (SIM): Alcançou 353 mm (397,1% da média de 88,9 mm).
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Alto Tietê: Contabilizou 247,1 mm (433,1% acima da média de 57,0 mm).
O volume armazenado atual também apresenta evolução expressiva quando comparado ao mesmo período de 2025. O nível do SIM saltou de 31,46% para 55,27%; o Cantareira avançou de 28,38% para 41,12%; e o Alto Tietê subiu de 25,03% para 54,29%. Apesar da evolução, os órgãos técnicos mantêm uma postura preventiva, monitorando as projeções meteorológicas para outubro, que indicam chuvas acima da média nas faixas sul, central e litorânea do Estado.
Como funciona a Gestão de Demanda Noturna (GDN)
A GDN consiste no rebaixamento controlado da pressão nas redes de distribuição durante o horário de menor consumo da população. O objetivo central é conter vazamentos, diminuir perdas físicas na malha e preservar o volume bruto armazenado nas represas.
Implantada originalmente em agosto de 2025 com janela de oito horas, a operação chegou a ser estendida para dez horas em setembro do mesmo ano. Em agosto de 2026, com o início da recuperação dos níveis dos reservatórios, a duração retornou para a faixa de oito horas. Desde o início da aplicação da medida, a economia acumulada ultrapassa 209 bilhões de litros de água volume comparável ao consumo abastecido de cerca de 36 milhões de pessoas.


